quarta-feira, 6 de julho de 2016

Ensinando as verdades bíblicas através de contos e fábulas

 

O PATINHO FEIO

Imagem extraída de culturagenial.com


Tema: Enxergando o outro com os olhos de Deus

Texto para leitura: 1 Sm 16.7; Mc 12. 30-33

Objetivo: Mostrar que somos todos iguais para Deus. Trabalhar o tema "Bullying". Explicitar o que é empatia. Conceituar "maus tratos".  

Material: Bíblia, conto "O Patinho Feio" e gravuras sobre o conto.


Conte a estória do Patinho Feio. Depois leve as crianças a refletirem sobre as más atitudes dos que desprezavam o patinho. Ajude-as a identificar as atitudes de bullying explicitadas no texto (bullying é toda brincadeira que leva o outro ao constrangimento e a sentir-se mal). 

Explique que todos sabiam que aquelas brincadeiras deixavam o Patinho triste, mas não respeitavam os sentimentos dele.  Leve as crianças a perceberem que os maus tratos, às vezes, começam dentro de casa (dê exemplos de maus tratos, de modo que eles compreendam que não é só coisas "terríveis" que são assim denominadas, mas tudo aquilo que faz com que a pessoa se sinta humilhada e triste, por exemplo, referir-se a alguém dando-lhe apelidos constrangedores ou chamando-lhe por nomes feios, para fazê-lo se sentir mal).

Oriente os pequeninos a pedirem ajuda a alguém de confiança, sempre que estiverem passando por qualquer situação que as faça sofrer.  Lembre a elas que Deus também está esperando que cada um o procure para pedir ajuda (cite versículos como Jr 29, 13; Lc 11.9-13 etc.). Diga-lhes que as pessoas que maltratam as outras não têm empatia (pergunte-lhes se sabem o que é empatia. Caso não saibam, explique-lhes que empatia é a atitude de nos colocar no lugar do outro).

 Após discutirem um pouco sobre o conto, peça às crianças que abram a Bíblia em 1 Sm 16.7 (ajude os menos familiarizados com a Bíblia). Explique-lhes que, naquele tempo, para assumir um lugar de destaque como o de um rei, era importante ser um homem bonito e forte. No entanto, Deus escolheu um rapazinho, que, embora fosse bonito, não se comparava aos seus irmãos pois, além de formosos, eram treinados em guerra (leia 1 Sm 16.11,12). 

Conte-lhes o desprezo dos irmãos de Davi quando ele foi levar mantimentos para eles (Leia 1 Sm 17.12-23 para saber contar-lhes a história - não peça para as crianças ler tudo, textos grandes você leia em casa e cite para eles). Explique-lhes também que Davi era o caçula, e naquela sociedade o comum era que o primogênito assumisse os melhores postos, além de que Davi não tinha preparo em guerra, e isso era importante para um rei.

 Deus escolheu a Davi mesmo ele não tendo nada que a cultura de seu país exigia, para mostrar que ele não se interessa por aparência física, afinal, foi Ele mesmo quem criou todas as pessoas e lhes deu as aparências que possuem. Também não precisa ser rico para agradar-lhe, pois Deus não precisa de nada, visto que é dono de tudo que existe.

O importante para Ele é que a pessoa tenha um coração bonito. Pergunte às crianças: Você sabe o que significa ter um coração bonito? (Deixe-as responderem). Depois continue a narrativa, pedindo que leiam Mc 12. 30 a 33 - ou leia/narre para eles - e lhes mostre que Jesus quer que amemos os outros da mesma maneira que amamos a nós mesmos. Conclua com algumas perguntas, tais como: Vocês acham que os irmãos e amigos do Patinho Feio o amaram como a eles mesmos? Por quê? (permita que respondam). E o Patinho era um patinho feio mesmo? (a resposta deverá ser que ele era um lindo cisne). Pois bem, lembre-se que, para Deus, todos nós somos lindos como cisnes, mesmos que, às vezes, alguém tente nos fazer acreditar que não passamos de patinhos feios.

 

Leila Castanha

2022


No final da aula cante com eles a música da Ana Paula Valadão: "Aos olhos do Pai"



     

sábado, 25 de junho de 2016

ENTREVISTA SOBRE A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICA NA ATUALIDADE.

Achei  muito interessante esta entrevista que li em um site, a respeito da importância da EBD na atualidade, pois tenho a mesma opinião que o entrevistado, o Rev. Elison Amaral, presidente da Primeira Igreja Batista de Santa Cruz. 
Oxalá as igrejas tenham mais preocupação em qualificar seus professores, conceder mais espaço físico e de tempo, a fim de suprir os seus  membros no conhecimento da Palavra de Deus.

imagem extraída de ibpmaranata.com.br


LEIA A ENTREVISTA ABAIXO E TIRE PROVEITO DE SUAS DICAS:

QUAL É O PAPEL DA EBD NA VIDA DO CRISTÃO?
É tornar a Bíblia conhecida para que as pessoas possam exercitá-la com profundo conhecimento. Além disso, fazer com que o cristão seja forte para resistir aos momentos de bombardeios doutrinários que essas “novas teologias” do tempo presente lançam todos os dias sobre nós. É a EBD que fornece uma base bíblica de fortalecimento à vida cristã.

EM GERAL, OS PASTORES TÊM INVESTIDO NA EBD?
O que a gente percebe é que as igrejas estão muito preocupadas com o desenvolvimento do culto, com a quantidade de pessoas que chegam ao culto. Outras estão muito preocupadas com o rendimento financeiro Eu não vejo que os pastores estejam dando prioridade ao conhecimento da Palavra, existem igrejas que nem sala para EBD tem. Acho que hoje a evidência de investimento na EBD é realmente baixa.

E POR QUE O HORÁRIO DA EBD É O MENOS FREQUENTADO PELA MAIORIA DOS CRISTÃOS?
Porque não há um bom preparo dos professores, não existem salas adequadas, não há uma boa literatura. Então temos que priorizar o ensino da Palavra para que haja o interesse das pessoas. Hoje eu posso dizer que a frequência da Escola Bíblica Dominical pelos membros da Primeira Igreja Batista em Santa Cruz é de quase 100%. O grande problema é que se as igrejas continuarem somente com as grandes correntes de cura, libertação e comercialização da fé, o estudo da Bíblia vai permanecer em segundo plano.

ESSAS PESSOAS FICARÃO SEM RAIZES NA PALAVRA, SUSCETÍVEIS A QUALQUER VENTO DE DOUTRINA, NÃO É?
Com certeza. Sabe qual o resultado disso? Muitos crentes por aí pulando de igreja em igreja porque não tem uma afinidade com a Palavra e qualquer novidade que aparece preenche a expectativa emocional daquela pessoa.

ENTÃO O MAIOR PROBLEMA DA EBD?
A falta de preparo dos professores é um problema sério nas nossas igrejas. Por vezes escolhemos pessoas que achamos que falam bem, mas que nem sempre têm o dom de ensinar. Isso desmotiva o aluno. Uns dos fatores para fortalecimento da nossa EBD é, sem dúvida, ter professores  qualificados para ensinar. Ter criatividade, bom método de ensino. Devemos equipar os professores com melhor ensino de capacitação, investir tempo, livros e métodos que tornem o ensino prático e dinâmico.

AS IGREJAS BATISTAS ADOTAM O CULTO SEGUIDO OU PRECEDIDO PELA EBD, QUAL O PROVEITO DISSO?
Aqui nós fazemos um culto e depois a EBD. Existe uma interligação entre os dois, inclusive eu procuro fazer das minhas mensagens uma sequencia da EBD , porque é fundamental que  haja uma harmonia entre o que o pastor prega e o que a EBD ensina.

QUAL A MELHOR FORMA DE FAZER A SEPARAÇÃO ENTRE AS CLASSES DA EBD?
Cada líder deve ser capaz de identificar os grupos existentes na igreja. Por exemplo, existem pessoas com grau de escolaridade menor e maior, jovens e idosos. Para cada tipo de grupo é necessária uma linguagem diferenciada, porque cada pessoa tem limitações diferentes e é importante que todos cresçam na mesma proporção de conhecimento bíblico. Não sou a favor de separação de classes por sexo, acho que os casais precisam estar juntos.

O SEMINÁRIO TEOLÓGICO SUBSTITUI A EBD?
De forma alguma, a Escola Dominical é insubstituível. Quem faz seminário deve ser o primeiro a estar matriculado na EBD. É lamentável que existam pessoas que estudam em seminários e não estão matriculados na EBD de sua igreja. Penso que as igrejas não deveriam nem sequer indicar alguém para estudar no seminário se ele não é aluno da EBD. A Escola Dominical é a maior escola do mundo.

QUE DICA O SENHOR DÁ PARA QUE AS IGREJAS TENHAM UMA ESCOLA DOMINICAL BEM SUCEDIDA E PRÓSPERA?
Em primeiro lugar indicar as pessoas capacitadas e prepará-las da melhor forma possível. Ter espaço físico compatível para separar as salas. Fortalecer o interesse em estudar a Bíblia e levar a sério o ensino da Palavra. Ter boa literatura para capacitar os membros e ter tempo especial na igreja para este fim. Não se pode achar que poucos minutos serão suficientes para ter um estudo da Palavra. É necessário investir em tempo para que a lição seja devidamente ensinada e que vise o fortalecimento dos alunos a cada encontro. Escola Bíblica Dominical ou simplesmente Escola Bíblica é o motor que aquece os crentes no conhecimento geral da Escritura. Não abra mão da EBD, seja aluno e estudo com seriedade.

(Extraído de http://regionalevangelico.com.br/a-importancia-da-escola-biblica-dominical-nos-dias-atuais)





quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Ensinando as verdades bíblicas através de contos e fábulas

 A BELA E A FERA

https://personaunesp.com.br
 

Tema:  Não julgue segundo as aparências
Texto para Leitura: Jo 7.24
Objetivo: Por meio desse conto, levar a criança a entender que: os contos de fada, como qualquer outro texto, tem sempre alguma coisa a nos ensinar; mostrar que, às vezes, nosso comportamento é reflexo de como somos tratados; explicar que mesmo que alguém tenha comportamentos ruim não devemos julgá-los porque não sabemos o que essa pessoa tem sofrido, então devemos orar por ela e fazer o que estiver ao nosso alcance para ajudá-la a mudar.
Material: Bíblia,  livro "A Bela e a Fera"; gravuras a respeito da fabula e da parábola bíblica; atividade: recorte palavras positivas e negativas, e as crianças deverão colar as positivas embaixo da figura da Bela e as negativas embaixo da figura da Fera. Na parte da figura da Fera escreva ÓDIO, na parte da figura da Bela escreva AMOR. 

   Leia o texto inicial, em seguida pergunte quem conhece esse conto e faça um resumo dele.
   Evidencie o comportamento inicial da Fera para com a Bela, isto é, de violência e ameaça, só porque a Bela tirou uma flor de seu jardim. Assim também somos nós: quando estamos com o coração machucado, com raiva de alguém ou de alguma coisa, acabamos descontando nossa frustração em pessoas que não fizeram nada demais para merecer nossa violência. Essa violência pode ser física, mas também pode ser verbal e gestual: palavras feias, ameaças, caretas, gestos obscenos, empurrões, etc. A raiva é sempre uma má conselheira, é por isso que Jesus ensinou que, apesar de ser normal, às vezes, sentirmos raiva, nunca devemos agir movidos por ela (leia ou cite Ef 4.26).
   Voltando a nossa história, a Fera estava com raiva porque as pessoas não gostavam dela só por causa de sua aparência, e o que mais a irritava é que ela não tinha culpa de estar assim, pois foi um bruxa que a deixou daquele jeito. É claro que bruxa desse tipo (que transforma pessoas em um monstro real) não existe, mas é uma comparação com pessoas más, que vivem para fazer o mal. Por exemplo: uma criança que vive apanhando, no futuro poderá se transformar  numa pessoa violenta; uma criança que não teve infância, que só trabalhava e era proibia de brincar, está sendo transformada num adulto mal-humorado e que, possivelmente, irá repetir o comportamento de seus opressores com outras crianças; crianças que assistem a mãe apanhando diariamente do marido, podem se transformar em meninos que baterão em mulheres ou mulheres que terão medo de homens. Percebe como nossas ações pode influenciar na formação de outros seres?
   Pois bem, a Fera, na verdade, era um belo príncipe, mas a maldade da bruxa fazia as pessoas vê-lo assim. Você entendeu agora que essa história fala sobre consequências ruins na vida de pessoas que foram amaldiçoadas por atitudes ou palavras más contra elas?
   Assim era a pobre Fera, mas as pessoas só viam a sua feiura, sem nunca se importarem de saber porque ela era assim, e se havia alguém diferente escondido por trás daquela cara tão horrível, ao contrário, por medo, as pessoas a agrediam com pedras, xingavam-na de monstro ou fugiam dela.
   Às vezes, nosso comportamento também faz com que as pessoas sintam raiva e passem a agir com violência, porque as julgá-las antes de conhecê-las, cultivamos atitudes ou palavras que ferem e suscitam nelas um sentimento ruim. Falamos ou pensamos que não gostamos de alguém só porque a pessoa é um pouco séria, ou muito tímida ou  porque é muito conversador ou brincalhão. Mas aprendemos com a Bíblia que não podemos julgar os outros só pela aparência, pois nem tudo o que parece é. Devemos dar oportunidade às pessoas de nos provarem que merecem a nossa amizade, ao invés de simplesmente evitá-las.
   O pai de Davi cometeu esse erro: quando Deus pediu a Samuel (explique o ofício de Samuel) para ungir um rei para o povo de Israel, seu pai apresentou todos os seus filhos, menos Davi. Você sabe por quê? Isso mesmo, porque, aparentemente, Davi não tinha nenhuma qualidade para ser um rei. Ele era só um pastorzinho de ovelhas, o caçula da família, nem lutar ele sabia. A verdade é que ele já havia matado um leão e um urso, mas, se ele contou para sua família, é claro que ninguém acreditou nele, né? Você já contou uma coisa que era verdade e a sua família não acreditou em você? Pois é, mas embora nem a sua família acreditasse no potencial de Davi e só o enxergarem como um simples pastor de ovelhas, Deus sabia que ele tinha o coração de um rei (ele era valente e bom), além disso amava o Senhor de todo o seu coração. Peça para uma criança ler 1 Sm 16.7 (se a sala for pequena peça para outros repetirem a leitura, lerem de novo, para que participem). 
   Como vocês observaram na leitura, Deus deu uma lição em Jessé e em Samuel: falou para eles que Ele não vê as pessoas só por fora (pela aparência), mas ele olha o coração delas. Deus não se importa se a pessoa é negra, branca ou de qualquer outra cor; ele não liga se a pessoa é alta, baixa, gorda ou magra; também não está nem aí se somos ricos ou pobres. Deus só repara em uma coisa: como é o nosso coração - se somos boas pessoas ou más; se adoramos a Ele ou o rejeitamos com as nossas atitudes. 
   E, às vezes, nos preocupamos tanto em não fazer o mal, que acabamos esquecendo de fazer o bem, não é mesmo? O apóstolo Paulo diz para não nos cansarmos de fazer o bem (Gl 6.9) - veja bem, não basta não fazermos o mal, temos também que fazermos o bem. A Bela, de nossa história,  podia apenas ficar quietinha no palácio da Fera, sem falar nada e sem fazer nada para não irritá-la, mas ela preferiu agir com sabedoria: falar palavras boas, animar a Fera, mostrar para ela que não tinha medo de estar em sua presença, cumprir com sua palavra de ir visitar o pai e voltar, fazendo a Fera confiar nela. E lembra do resultado? Isso mesmo, a Fera se tornou muito gentil e cuidava bem da Bela, até que, finalmente, o amor e paciência da Bela, fez aquele rosto horrível se transformar no rosto de um belo príncipe. O conto nos mostra o poder do amor e da amizade sincera.
 É assim que devemos agir: você pode ser usado por Deus também para ser agente de bênção na vida dos seus coleguinhas, dos seus irmãos ou de qualquer outra pessoa que se sinta inferior e mal amado, levando-lhes palavras de ânimo e agindo com cortesia e bondade, para que os rostos sérios e bravos se transformem em faces com lindos sorrisos (peça para eles fazerem caras bravas e peça para olharem para os colegas - pontue quanto ficam feios assim), depois peça para sorrirem  e pontuem a beleza de um rosto feliz. 
   O amor de Deus através de você pode transformar muitas pessoas infelizes em pessoas cheias de amor e alegria. 
   Termine recitando o texto para leitura. 


Que o Espírito Santo de Deus nos ensine a alcançar o coração de nossas crianças.
No amor de Cristo,
Leila Castanha

2024

domingo, 3 de janeiro de 2016

Frase de Domenico de Masi (sociólogo italiano)

Imagem extraída de Correio Braziliense

O conceito de "brasilidade" remete imediatamente ao encontro e à relação interpessoal. As relações englobam os indivíduos. O individualismo assume uma acepção negativa. Viver significa "ter relações sociais". "Saudade" significa interrupção infeliz dessas relações.

(Revista Língua Portugues - ano 9, nº 108- Outubro de 2014).

FRASE DE MILLÔR FERNANDES (escritor, jornalista, cartunista e dramaturgo brasileiro - 1923- 2013 )

Millôr Fernandes


Quando você vence, não pode mais tentar vencer e, aí, perdeu.
Quando você aprende, não pode mais ignorar e, nesse dia, já não suporta mais a ingnorância.
Quando você já tem, já não tem a  energia e a atividade que impulsinam os que não têm.
Ah, que saudade!


(Revista Língua Portuguesa - ano 9, nº 108- Outubro de 2014).

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sábado, 5 de dezembro de 2015

4º TRIMESTRE DE 2014 - LIÇÃO 10

JESUS RENOVA AS ESPERANÇAS DE JOÃO BATISTA

imagem extraída de https://www.jw.org/pt/biblioteca

A pergunta de João Batista revela certa decepção. Parece que ele esperava outra manifestação de Cristo, talvez da mesma maneira que os demais judeus aguardavam: um rei poderoso e um libertador do povo judeu.


QUEM ERA JOÃO BATISTA

Era mais do que um profeta: Jesus o exaltou dizendo ser ele mais do que profeta, pois era o precursor de Cristo, isto é, aquele que veio para preparar o caminho para Cristo cumprir a sua missão.

Para pensar: Assim como João Batista foi convocado para anunciar a vinda de Cristo preparando o povo para o arrependimento, a Igreja hoje tem a mesma missão. Devemos convocar o mundo a arrepender-se e crer no Evangelho, pois a vinda de Jesus é um fato, e está cada vez  mais próxima.

Um fiel mensageiro, cuja mensagem era absolutamente focada em Cristo, a quem apontava como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Sua missão era preparar as pessoas para receber a salvação, que deveria ser precedida pelo arrependimento, por isso sua mensagem central era?: “Arrependei-vos!”.

Para pensar: Hoje, tenho sentido desgosto em assistir a alguns cultos televisivos, pois a mensagem do Evangelho está sendo desviada de seu alvo, de maneira que ao invés de se apontar Jesus como o meio pelo qual o povo alcançou a cura, a libertação, etc, o pregador evidencia a placa de sua igreja e o nome do “curandeiro” ou “milagreiro”.
João Batista só apontava um nome. Ele diz de si mesmo: “Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz” Jo 1.8.

Era uma homem intransigente, que jamais aceitou qualquer atitude que ferisse os princípios da santidade, e por conta disso sofreu muito nas mãos de Herodes, até perder, literalmente, a sua cabeça, que foi servida a Herodias (mulher de Herodes), em uma bandeja (Mc 6.7-29;Lc 13. 19 ss).
Jesus perguntou ao povo se esperavam ver (em João), uma cana agitada pelo vento. No entanto, Jesus evidencia que ele era um homem forte, intransigente, fiel a sua missão.
Para pensar: Como estamos nos comportando em relação a nossa missão no mundo? Somos inflexíveis em relação a abrir mão dos nossos conceitos cristãos e bíblicos, ou nos deixamos levar pelo modismo e influências mundanas?
Era humilde: Tinha discípulos e batizava a muitos, no entanto, quando viu Jesus parou tudo o que fazia e passou a apontá-lo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Da mesma forma, ele testificou dizendo que não era digno nem sequer de desatar as correias de suas sandálias.

Observação: João Batista reconheceu Jesus quando, ao batizá-lo, o Espírito Santo pousou em sua cabeça em forma de pomba, conforme previa as profecias (Jo 1. 33, 34).

Em relação a sua aparência, era um homem simples, e estava longe de ser cotada como alguém “da moda”. Vestia-se de forma incomum, com roupas de pele, comia gafanhoto e vivia no deserto. Jesus perguntou ao povo: “Que fostes ver? Um homem ricamente trajado?”. Nada em João transmitia excelência, no entanto, Jesus afirmou que não houve um homem nascido de mulher que fosse maior do que ele. Sua missão foi ímpar.

Para pensar:  Há cristãos que pensam que o fato de não ter dinheiro ou bens diminui o nome de Cristo, no entanto, biblicamente falando, isso não tem qualquer base, pois vemos os maiores exemplos de crentes em homens e mulheres comuns, a maioria pobre, materialmente falando, mas cheios da graça divina.

Exemplos: João Batista, conforme já vimos acima; Jesus não tinha nem onde reclinaar a cabeça (Mt 8.20); Pedro e João: “Não temos prata, nem ouro...”; A Igreja repartia tudo o que tinha entre si; Maria e José eram carpinteiros (profissão humilde, e na apresentação de Jesus eles ofereceram uma rola, oferta de pobres – Lc 2.24;  Lv 12.8), Pedro, Tiago, João e Andre eram pescadores; Paulo, embora pertencente à classe nobre, enquanto trabalhou para o Evangelho chegou a padecer necessidades (Fp 4.12);  Jesus advertiu a não juntar tesouros na terra (Mt 6.19,20).

A PERGUNTA DE JOÃO BATISTA

“És tu aquele que havia de vir, ou devemos esperar outro?” (Mt 11.13). Não podemos nos esquecer de que João estava preso. Ele conhecia bem as Escrituras, a qual dizia que Jesus veio dar liberdade aos cativos, e abertura de prisão aos presos-(Is 1. 1,2).

Para pensar: Quantas vezes nos sentimos duvidosos em relação ao que pregamos, quando passamos por momentos adversos e parece que Deus nada vê. Durante anos pregamos que Jesus cura e vemos um ente morrer, não obstante nossa campanha de jejum e oração; Dizemos que Ele liberta e assistimos nosso irmão de fé sofrendo ao ver seu filho sucumbir pelas drogas; Pregamos a alegria em Cristo, e a situação em nossa vida se agrava de tal modo que não nos vem outra escolha a não ser chorar compulsivamente, etc.
Davi sentiu isso muitas vezes. Basta ler o Salmo 42. 1-4, 9,10 para entender a guerra espiritual em que vivia o salmista ao não ver a operação de Deus para livrá-lo dos seus sofrimentos.
Ali estava um homem de fé, que passou toda a vida se preparando para anunciar o Libertador e Consolador dos tristes, levou multidões ao arrependimento por meio de suas mensagens de conversão, e agora, estava preso, esperando julgamento, consciente de sua má situação diante do rei Herodes que não aceitava seus protestos contra a vida adúltera que levava. E, cada Jesus? Então, lhe surge a ideia de chamar seus discípulos e mandá-los perguntar àquele a quem até então anunciava como sendo o Filho de Deus enviado ao Mundo: “Pergunte-lhe se ele é o que esperamos, ou se é outro que virá”.
Ele não duvidava da promessa, mas se ela já fora cumprida, ou se ele se enganara. 

Para pensar: Às vezes, nos pegamos duvidando se o agir de Deus realmente já começou ou se ele ainda iniciará a sua obra a nosso favor. Tal qual Gideão nos surpreendemos a pensar: "Se o Senhor é conosco porque todas essas coisas nos sobreveio? E o que é feito de todas as tuas maravilhas que nossos pais nos contaram?"(Jz 6. 13)

JESUS NÃO CULPOU JOÃO POR CAUSA DE SUA DÚVIDA

Ao contrário, ao invés de falar sim ou não, ele mostrou com atitude: “Diga a ele o que vocês veem e ouvem: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, e aos pobres é anunciado o Evangelho. E bem aventurado é aquele que não se escandalizar em mim” (Mt 11.2-6).
Quando os discípulos de João saíram, Jesus começou a elogiar João Batista, ou seja, ele sabia que sua dúvida fazia parte do momento difícil em que ele passava. O mesmo aconteceu a , mas a Bíblia e enfática em dizer que “em nada disso Jó pecou”, isto é, Deus não recebeu as palavras dele como pecado. Deus compreendia que "a esperança demorada enfraquece o coração"(Pv 13.12), e por isso a Bíblia exorta a não nos esquecermos das promessas, exemplo este bem figurado na pessoa de Calebe que esperou 45 anos, e no dia da bênção cobrou o que o Senhor lhe prometera (Josué 14. 6-12).

Jonas também preferiu morrer a ver Nínive ser salva, pois aquela cidade fez muitas atrocidades com o seu povo, mas ao invés de puni-lo Deus mostrou o seu lado como Criador daqueles homens. Ao ser convocado por Deus para libertar Israel do Egito, Moisés recusou-se a ir. Deus, pacientemente o convenceu, e mesmo ao irar-se com tamanha falta de fé, ele não o puniu, mas arranjou-lhe um companheiro, seu irmão Arão. Deus sabia que o deserto deixara aquele homem, poderoso em palavras (eloquente) totalmente inseguro.

Gideão já havia sofrido tanto por causa dos filisteus que devastavam suas plantações que quando Deus o escolheu como libertador de seu povo, ele deu suas desculpas (minha família é a mais pobre da tribo, e eu sou o menor). Após Deus afirmar que isso não importava, ele ainda fez provas, e refez, por que sua situação de anos fizera com que perdesse a fé: Se Deus sempre vira a situação deles porque iria intervir somente agora, e através do mais improvável dos homens?

Para pensar: Às vezes vemos as coisas dando tudo errado e começamos a cogitar se Deus realmente se importa conosco, e se Ele um dia irá intervir. Outras vezes, Deus nos fala por algum meio prometendo nos dar a vitória, inicialmente cremos, mas depois, como as coisas não aparentam melhorar, voltamos a duvidar que foi Deus quem nos falou. Ele compreende nossos impasses, e é por isso que ele enviou seu Espírito para nos ajudar em nossas fraquezas (Rm 8. 26).

O MEIO DOS ANOS

(Hb 3. 2 a) “Aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos”.

Habacuque havia ouvido sobre a ira de Deus sobre o povo, e teve medo. Então ele orou para que quando o povo estivesse no meio da tribulação Deus tivesse misericórdia deles e agisse com poder e graça. A partir dessa frase de Habacuque, “o meio dos anos” vem sendo interpretado como o momento em que o povo de Deus precisa de um renovo espiritual para suportar as tribulações advindas à Igreja. 


O poeta Carlos Drummond de Andrade é autor de um pequeno, mas significativo poema sobre a renovação da esperança  no recomeçar do ano. Transcreverei um pedaço dele, que diz:
“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente”.

Os meios dos anos são exemplos de exaustão, de cansaço, desânimo, pois ainda que a primeira metade já foi vencida, ainda resta a outra a ser enfrentada.
O começo dos anos são tempos de projetar, enquanto o meio é tempo de realizar, mas a conclusão está no fim deles.
Nesse ínterim, somos assaltados pelo desânimo, e até pela descrença quando nossos projetos  não parecem ir muito bem.
O meio dos anos são os momentos em que temos de encarar as nossas convicções e enfrentar as nossas crises interiores, e se não passarmos nesse teste, então nossas esperanças podem morrer.

A fé produz esperanças, e é por isso que o escritor aos hebreus (11.6) diz que “sem fé é impossível agradá-Lo”. 

ALGUMAS  PESSOAS DA BÍBLIA QUE ENFRENTARAM “O MEIO DOS ANOS”

Pedro, quando confrontado por Cristo para negá-lo, disse-lhe: “Para onde irei, se só tu tens palavra de vida eterna?” No entanto, ao ver seu Mestre sendo preso não teve fé para morrer com ele, e negou a Jesus;

O apóstolo Paulo, sendo ignorado pelos irmãos de Corinto, teve de se impor (2 Co 11;12.11). No meio da tempestade, quando estava sendo levado à Roma, precisou dar esperanças ao povo (At 27) Paulo animou-se ao ver alguns irmãos (At 28.15).
Jesus, que na hora de ser entregue à morte orou:”Se possível, passa de mim este cálice”;
Ester, que estava vivendo um impasse: Só ela estava em posição de falar ao rei em favor dos judeus, sem que o rei soubesse que ela também era judia, e, ela não podia entrar ao rei sem ser convocada. Levantou um clamor, com jejum e resolveu, pondo em risco a sua vida, falar ao rei.

CONCLUSÃO: Não importa qual seja o nosso termômetro espiritual, se estamos bem ou mal, a única coisa certa é que “o meio dos anos” chega para todos, mas o Espírito Santo tem a missão de ajudar as nossas fraquezas, e,ao falarmos com Jesus ele renova as nossas esperanças.


Por Leila Castanha