segunda-feira, 20 de abril de 2015

ESBOÇO DE ESTUDO BÍBLICO PARA DISCIPULADO - AULA Nº 16

PARACLETOLOGIA



A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO E SEUS ATRIBUTOS

Paracleto- É uma palavra originada do grego que se refere a alguém que consola, cuida (mentor), encoraja, ajuda, protege, advoga. Veja Jo 14.16 e 1 Jo 2.1 (ambos usam o termo, um referendo-se a Cristo,e o outro ao Espírito Santo). Seu significado, no original é “aquele que dá força” ou “Aquele que encoraja”. Uma vez que o termo Paracleto é usado para o Espírito Santo, o estudo sobre esta 3ª Pessoa da Trindade é denominado Paracletologia.

Texto-base – Jo 14.16. Quando Jesus estava prestes a subir aos céus, depois de cumprir sua missão na Terra, ele prometeu que o Pai enviaria o Espírito Santo para ficar com os discípulos, em seu lugar.

Personalidade – caráter exclusivo e pessoal de uma pessoa; aquilo que a distingue de outra (dicionário Michaelis).

Fazem parte da trindade - A palavra trindade não se encontra na Bíblia, mas sua existência é subentendida nela. “Em termos mais simples de se entender, o termo “Trindade” refere-se a três pessoas distintas que agem em comum acordo”. Existem igrejas que se opõem ao Espírito Santo como pessoa, e dizem que ele é uma força ativa, e seu argumento é que não existe o nome trindade na Bíblia. Exemplo: o ovo, embora tenha três elementos distintos (casca, clara e gema), formam um único elemento (o ovo).

A Trindade age como batata feito purêEm um purê, embora haja várias batatas, nenhuma delas poderia dizer: “Ei, estou aqui”, porque estão tão misturadas que não dá pra saber onde uma começa e a outra termina. 

O Espírito Santo é outro do mesmo tipo de Jesus Jo 14. 16 – O termo outro, usado neste texto, no original grego é allos, que significa outro do mesmo tipo. Se o Espírito Santo fosse outro de tipo diferente, o termo “Outro” sereia heteros. Assim, está claro que o Espírito Santo é uma pessoa, e não uma força ativa, pois Jesus era uma pessoa, e ele disse que o Pai enviaria outro do mesmo tipo  que ele (allos) para auxiliar a  Sua Igreja.

Ele identifica-se com o Pai e o Filho  -  Mt 28. 19 (em “nome”, não em “nomes”, isto é,  em nome de cada uma das três pessoas da trindade,  que são distintas entre si, mas igualmente divinas); 2 Co 13.13.

O Espírito Santo é denominado Consolador No original o termo é Paracleto (Consolador, advogado). Jesus disse que o Pai enviaria outro do mesmo tipo que ele (allos), e o chamou de Consolador, mesmo termo usado para si mesmo em 1 Jo 2.1 (advogado).

O Espírito Santo é uma Pessoa – O Espírito Santo possui várias características que o definem como Pessoa (pessoa é todo ser dotado de razão (inteligência), sentimento e vontade), e, segundo a Enciclopédia Larousse Cultural, pessoa é “alguém capaz de gozar de direitos e contrair obrigações”.

Jo 16.8,13,14 - Ekeinos, termo grego (pronome demonstrativo – aquele) usado só  para pessoas. .

Atributos do Espírito Santo – Pensa - (Rm 8.27); Convence ( Jo 16.8; 1 Co 6.19;1Jo 2.27); Fala (At 13.2); Ensina (Jo 14.26; 1 Co2. 13- Lc  12.11,12); Guia (orienta) -  (Lc 4.1;At 8.29;16.7); Revela (Ef  3.5); Entristece-se ( Is 63.10; Ef 4; Intercede por nós (Rm 8.26,27; inspira (2 Tm 3.16); Dá acesso ao Pai –Ef 2.16; Dá ousadia para testemunhar (At 4.31); Justifica (1 Co 6.11; Comanda  (At 16.6); Mente-se a Ele (At 5.3); Blasfema-se contra Ele (Mt 12. 31,32).


Por Leila Castanha


domingo, 19 de abril de 2015

ESBOÇO DE ESTUDO BÍBLICO PARA DISCIPULADO - AULA 17

                            fundamentos da fé                                               



O ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO

TEXTO-BASE – Gn 1.2

MENÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO A.T.- O Espírito Santo é mencionado 85 vezes no Antigo Testamento

ELOIM é a forma plural de Deus, ou seja, quando se trata de mais de uma pessoa da divindade. Exemplo: Gn 1.26; 3.22.
A TRINDADE NA CRIAÇÃO - O Pai e Jesus estavam na criação (Jo 1.1,14; 17.4,15; Jo 1.1,2; Jó 38.1, 4; Pv 8.27-31).   E o Espírito Santo também estava lá  (Gn 1.2; Sl 33.6; Jó 26.13; - Quem  é a Sabedoria – 1 Co 1.24;Cl 2.2,3).
FUNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO – É comunicar vida:
a) Ele deu vida ao Universo – Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 33.6 O Espírito Santo também  é chamado de sopro de Deus – Jó 26.13; 33.4); Rm 8.1,2;
b) Ressuscitou Jesus – Rm 8.11;
c) Dá vida espiritual ao povo de Deus – Sl 51. 10,11 – (Compare com Jo 14.16 e Ef 4.30); Jo 3.3,6 (a água é a Palavra de Deus – Veja Jo 15.3; Ef 5.26, Tt 3.5, 6).
O ESPÍRITO SANTO ANTES DO DILÚVIO Nos dias de Noé a Terra estava corrompida, de tal forma que os pensamentos do homem eram maus (Gn 6.5). Eles resistiam ao Espírito Santo, mas como Noé era justo (Gn 6.9) Deus deu mais 120 anos para que se arrependessem.
Observação: A paciência de Deus tem limite – Gn 15.16; Hb 3.7-19. O Espírito Santo desistiu daquela geração – Gn 6.3,6,7.

A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO APÓS O DILÚVIO
Em José- Gn 41. 14-16 (dotou-lhe de sabedoria – Gn 41.30,32).
Em Bezaleel- Para construir o tabernáculo no deserto dotou-lhe de sabedoria em toda a obra de arte, e também para ensinar (Ex 35.30-35).
Em Moisés- Um homem, a princípio, inseguro (Ex 2.9-12; 4.1-5, 10-13,14; depois da ação do Espírito em sua vida ficou destemido (Ex 14.9-14). Era cheio do Espírito Santo (Is 63.11)
Em  Josué – Nm 27.18.20; Dt 34.9.
Em Gideão –Jz 6.34
Em Saul – Israel pediu um rei, e mesmo não sendo esta a vontade de Deus ele concedeu. Para tanto, encheu ao novo rei (Saul) com o seu Espírito Santo. Mas ao desobedecê-lo, o Espírito se retirou dele (1 Sm 10.6, 9,10.

Em Davi – 1 Sm 16.13 – Retirou-se de Saul e passou para Davi (1 Sm 16.13,14).

CONCLUSÃO:  Apesar de a ação do Espírito Santo ser esporádica (rara), no Antigo Testamento, sua presença é perceptível, e sua ação era de suprema importância. Ele sempre trabalhou em conjunto com o Pai e o Filho naquilo que lhe convinha fazer como parte da Divina Trindade.



Por Leila Castanha




ESBOÇO DE ESTUDO BÍBLICO PARA DISCIPULADO - AULA Nº 18

FUNDAMENTOS DA FÉ



RESUMO DE ALGUMAS AULAS ANTERIORES


Antigo e Novo Testamento: Trata-se do antigo e do novo concerto de Deus. O primeiro (Antigo) era para a nação israelita (Êxodo 19.3-6), e o último (o Novo) refere-se ao novo pacto de Deus, com todo aquele que crer em Jesus, como o Filho de Deus, e aceitar o seu sacrifício expiatório. No Antigo Testamento o concerto de Deus era estabelecido a partir do cumprindo das leis que Deus dava aos israelitas, de forma que se não as obedecesse minuciosamente seriam punidos. No novo Testamento, o contrato é entre Deus e todos os povos, e baseia-se em que creiam em seu Filho, e recebam o seu sacrifício como meio  de serem libertos do pecado e serem religados com Deus (Jo 1.11,12).

A IMPORTÂNCIA DO ANTIGO TESTAMENTO - O Antigo Testamento é sombra do que havia de vir no Novo Testamento. Ele aponta para Cristo e seu sacrifício perfeito (Lc 16.16; Gl 3.24-26; Hb 10.1).

Exemplo: A serpente de bronze no deserto apontava para Cristo, que seria pendurado no madeiro (na cruz).Assim como todo condenado que olhasse para a serpente era salvo da morte, todo aquele que olhar para Jesus, como a salvação enviada por Deus, será salvo da morte eterna (condenação) (Nm 21 e Cl 2.16).

No Novo Testamento o novo pacto de Deus passou a vigorar a partir do sacrifício de Jesus que, ao derramar o seu sangue, cada um que aceitar o seu sacrifício, terá, pela fé o sangue dele aspergido sobre si – 1 Co 6.10,11; Hb 10.4-10; 9.11,13,15; 1Jo 1. 7,9.


Fazem parte da trindade - A palavra trindade não se encontra na Bíblia, mas sua existência é subentendida nela. “Em termos mais simples de se entender, o termo “Trindade” refere-se a três pessoas distintas que agem em comum acordo”. Existem igrejas que se opõem ao Espírito Santo como pessoa, e dizem que ele é uma força ativa, e seu argumento é que não existe o nome trindade na Bíblia. Exemplo: o ovo, embora tenha três elementos distintos (casca, clara e gema), formam um único elemento (o ovo). 

Bíblico, anti-bíblico e extra-bíblico: Bíblico é todo o ensinamento que está na Bíblia, anti (contra), logo anti-bíblico é toda a doutrina (ensinamento) que não condiz com as da Bíblia, e extra-bíblico significa que não está explícito na Bíblia, mas não contradiz com seus ensinamentos.A palavra Trindade é extra-bíblica porque, embora esse nome não esteja explicitamente lá, sua existência é perceptível. Assim como o nome avô não se encontra na Bíblia, mas não se pode dizer que é anti-bíblico dizer que Abraão é avô de Jacó, por que a Bíblia diz que Abraão é pai Isaque, que é pai de Jacó,  logo, Abraão é avô de Jocó. 

O Espírito Santo estava na criação - Ele pairava sobre a face das águas (Gn 1.2); "Façamos o homem" (Façamos está no plural - havia mais de um na criação) - Gn 1.26).

A ação do Espírito Santo no A.T. e no N.T. -  O Espírito Santo se apossava da pessoa que Deus tinha uma obra a realizar por intermédio dela (Gn 41.30,32; Ex 35.30-35;Is 63.11; Nm 27.18.20; Dt 34.9; Jz 6.34). rejeitando Deus o homem para o ofício determinado, o Espírito Santo se retirava e entrava no novo candidato (1 Sm 16.13,14), Davi, ao pecar, teve medo que o Espírito Santo se retirasse dele, porque isso era sinal de que Deus o rejeitaria como rei (Sl 51.3,11). Hoje, ao aceitarmos Jesus, O Espírito Santo já passa a habitar em nós (1Co 12.13; . Ef 1.13,14; Rm 8.9; Jo 3.5).


Por Leila Castanha


(Aula ministrada na Igreja Apostólica de Jesus Cristo, o Salvador, em 14-10-2015)

ESBOÇO DE ESTUDO BÍBLICO PARA DISCIPULADO - Aula 19

O PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO (INTRODUÇÃO)


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Período Intertestamentário (422-5 a.C)- Entre o último livro do A. T. (Malaquias) e o primeiro do N.T. (Mateus) há um espaço de 400 anos em que Deus silenciou. Nesse período não houve nenhuma profecia da parte de Deus, por isso esse tempo foi chamado de “Período Negro”,onde o povo de Deus ficou como que no escuro.

Por que devemos estudar isso – Para entender alguns costumes e práticas dentre os judeus; como Deus usou as circunstancias para a propagação da vinda do Messias; e para compreender o agir do E. Santo no N.T. e a falta que ele fez naquele período.

O que houve nesse período -  Devido ao povo não dar ouvido a Deus, ele os entregou na mãos dos seus inimigos. Durante esse período, os judeus foram dominados pelos persas, pelos gregos, e pelos romanos.  E também durante o período do Império grego e romano surgiram dois grupos importantes, no NT:Os fariseus e os saduceus.

Os fariseus, e Saduceus: Os fariseus criam no Antigo Testamento inteiro, e embora Jesus concordasse com eles, ele os repreendia por causa de sua hipocrisia: não viviam o que pregavam (Mt 23.1-3). Os saduceus, era a religião dos ricos, rejeitavam o A.T., menos os livros mosaicos, e não criam na ressurreição. (MT 22.23).

Por que os judeus não aceitaram Jesus como o Messias: Por que, estavam sob o império romano, e criam que Cristo viria como um guerreiro e conquistaria a liberdade deles. No entanto, Jesus pregava que a terra pertencia aos mansos (Mt 5.5), ensinou que deviam aprender dele a ser manso e humilde (Mt 11.28), desfilou entre os judeus montado num jumento ao invés de cavalgar num belo cavalo (Mt 21.6-9), mandou seus discípulos pagar os impostos a seus dominadores (o império romano) (Mt 22.17-21), ao ser questionado sobre sua autoridade ele disse que seu reino não é daqui (Jo 18.36), etc. Um povo que viveu durante tantos séculos subjugado pelo império persa, depois pelo império grego, depois pelo império romano, não aceitou que o seu libertador aceitasse, pacificamente, continuar respeitando seus subjugadores.

Influência do Império Persa – O aramaico era a língua dos persas (parte dos livros de Daniel, Esdras e Neemias foram escritos nessa língua).

Jesus também falava em aramaico, assim como parte da sociedade de sua época (aba Pai – aba era um termo aramaico (papai) – Mc 14. 36; Rm 8. 15; Gl 4. 6; Talita cume é outra frase na língua aramaica que significa  “menina, a ti te digo, levanta-te” – Mc 5. 41.

Influência do grego (helenização) – A helenização é a introdução das ideias, filosofias e costumes gregos em outras nações. Há frases na Bíblia que foram influenciadas a partir da dominação grega sobre o povo judeu. Dentre elas destaca-se a frase dita por Pedro: “Mais importa obedecer a Deus que aos homens”, frase esta pronunciada, anteriormente, por Sócrates em seu interrogatório, o qual  respondeu a seus acusadores: “Mais importa obedecer a Deus do que a vós”. Jesus também usou o alfabeto grego para se fazer entendido por João, ao dizer-lhe: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” (alfa e ômega são, respectivamente, a primeira e última letras do alfabeto grego, que correspondem ao A e Z do nosso alfabeto).

O dominador influencia o dominado, implantando sua cultura: É por isso que não o apóstolo Paulo disse, em Rm 12.1: "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento". Conformar, aqui, significa "Tomar a forma de". Quando deixamos o Mundo entrar na Igreja, quanto mais ele domina mais vamos pegando a forma do dominador. Por isso, a Igreja deve pregar o Evangelho para que o Mundo seja dominado pela Palavra de Deus, e se conforme ao modelo cristão. O dominado termina por perder sua cultura quando a cultura do dominador é implantada. Cuidado! não podemos nos conformar  com este mundo (pegar a forma dele), .mas devemos ser transformados (mudados), segundo a renovação do vosso entendimento, ou seja,   conforme vamos adquirindo entendimento das coisas de Deus, devemos ser transformados (mudados).



Por Leila Castanha




sábado, 18 de abril de 2015

ESBOÇO DE ESTUDO BÍBLICO PARA DISCIPULADO - AULA Nº 20

PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO 
 ou 
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(PARTE 1)

Intertestamentário ou Interbíblico (422-5 a.C.): Entre os dois testamentos. É o período entre o Antigo e Novo Testamento, no qual Deus ficou 400 em silêncio, sem enviar nenhuma palavra profética. Nesse tempo os judeus estavam sob o domínio do Império Persa.
 É chamado também de o “Período Negro”. Durante esse tempo os judeus ficaram sob o domínio da Pérsia, da Grécia e de Roma. 
 
Os romanos cultos estudavam o grego, e eram fluentes nele inclusive as cartas paulinas foram escritas nessa língua, Paulo falava o grego (At 21,37), o grego era a língua do comércio e do império.  Falava também o hebraico (At 21.40; 26.14). A inscrição sobre a cruz de Cristo foi nestas 3 línguas: grega, latim,  e hebraica- Jo 19.19, 20.

A IMPORTÂNCIA DA DOMINAÇÃO DOS JUDEUS: Deus castiga ao que ama: Hb 12. 5-14; Sl 32.3-6; Pv 28.13, 14; Hb 3.7-14, 17-19

Jeremias havia profetizado que isso aconteceria se o povo não se voltasse a Deus: Jr 26. 12-13. Deus avisou ao povo o porquê  os puniria (Jr 8.1-10; 18-19;  Ez 4.13);  Jeremias sabia a causa do castigo de Israel -.Lm 1.5, 10, 18. Sabia, também, que apesar de castigados, Deus zelava por eles (Lm 3.22,23).

O DOMÍNIO BABILÔNICO: Por conta da rebeldia do povo, houve três investidas contra Israel por parte da Babilônia. Na primeira (605 a.C.) levaram um grupo de jovens nobre, dentre eles Daniel e seus três amigos (Dn 1.3,4).

Em 597 a.C. levaram um outro grupo de israelitas , e, anos depois levaram quase todos os judeus, deixando apenas os pobres. Nesse período destruíram Jerusalém (com o templo) e fizeram o povo cativo.

A reação dos cativos: Sl 137.1.

O IMPÉRIO PERSA (450-333 a.C.): Deu-se a queda da Babilônia, e a libertação dos judeus. Ciro, o grande rei da Pérsia, por permissão de Deus tornou-se imperador de todo o Oriente, conquistando, assim, a Babilônia, onde os judeus eram cativos, e libertando-os. Deixou que voltassem a sua nação e reconstruíssem o templo de Deus. Mas isso não foi por acaso, era a mão de Deus, cumprindo mais uma profecia- Is 45.1; 44.24,28; 2 Cr 36. 22,23; Es 1.1,4.

O retorno do cativeiro a Jerusalém deus-se em três etapas:
1º grupo (516 a.C.): O grupo de judeus exilados que voltaram a Jerusalém  sob a liderança de Zorobabel e Jesuá, na época do rei Ciro, da Pérsia, cujo trabalho era  reconstruir o templo em Jerusalém que fora destruído pelos caldeus.  (2 Cr 36. 22,23; Es 1.1-3). Devido a perseguição de povos não judeus, a reconstrução é interrompida, mas Deus levanta os profetas Ageu e Zacarias para animar o povo e, finalmente, em  516 a.C, o templo foi reconstruído.

2º grupo (458 a.C.): O sacerdote e escriba Esdras liderou o segundo grupo e os reensinou a Lei do Senhor, restaurando o culto a Deus.

3º grupo (445 a.C.): Por fim, o último grupo foi conduzido de volta à Terra Santa com Neemias, que tornou-se seu governador e ajudou a reconstruir os muros da cidade.

Em resumo, o retorno dos judeus exilados a Jerusalém, com seus respectivos líderes,  teve os seguintes objetivos:
1: Edificar o templo (local de adoração ao Senhor, e símbolo da glória de Deus;
2: Reaprender a lei de Deus, e restabelecer o culto a Ele;
3: Reconstruir os muros, para evitar a invasão do inimigo.

Nesse período a Judéia era governada pelo sumo sacerdote: Eles não eram totalmente independentes, pois eram subalternos a Pérsia, mas o império persa não tirava de todo a sua liberdade, pois a sua interferência não era total. No entanto, o sumo sacerdócio, que era um ofício religioso (Ex 28; 29), passou a ter influência política também.

Após a morte de Malaquias: O povo continuou a desobedecer as Leis de Deus, e então foram dominados por mais dois impérios, até a vinda de Jesus, e o início do Novo Testamento, onde Deus ficou cerca de 400 anos em silêncio:

O IMPÉRIO GREGO (322-322): O rei macedônico Felipe foi morto ao tentar conquistar a Pérsia, mas seu filho Alexandre (general grego) aos 20 anos de idade, venceu o Império persa, e dominou os judeus. Alexandre, era um jovem muito inteligente, e foi aluno do filósofo Aristóteles. Ele foi tolerante para com os judeus, não interferindo em sua religião, até a sua morte, aos 33 anos de idade, quando findou-se o seu Império.


Observação: As datas apontadas sofrem alterações conforme cada estudante dos períodos citados. Procurei colocar as que mais se aproximavam das fontes por mim pesquisadas.


Por Leila Castanha





ESBOÇO DE ESTUDO PARA DISCIPULADO - AULA Nº 21

PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO

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(PARTE 2)

Antes do Império Grego (333 a.C.- 63 a.C.) -  A Grécia Antiga era dividida em cidades-estados. Os gregos eram unidos somente pela cultura e religião. Cada uma tinha seu próprio governo e suas próprias leis. Era comum uma cidade grega entrar em guerra com outra (Por exemplo: Atenas e Esparta – chamada de “A guerra do Peloponeso” – onde as duas maiores cidades da Grécia disputavam a hegemonia). No século V, sob a administração política de Péricles em Atenas, e baseada no governo democrático, surgiram filósofos, escultores, pintores, dramaturgos, poetas, arquitetos, médico etc., tornando-se um dos mais destacados centros culturais.

O Império Grego: A hegemonia grega: (supremacia de um povo sobre outro). A Macedônia era uma região que ficava ao nordeste da Grécia, e sua cultura era inferior à grega. Antes de tornar-se rei, Filipe II passou três anos em Tebas onde aprendeu as avançadas táticas militares da Grécia, e ao voltar à Macedônia, no século VI, modernizou o seu exército com a pretensão de dominar os gregos e unir todos os gregos sobre o seu comando, a fim de subjugar o Império Persa. Apesar de conseguir dominar as cidades-estados gregas, numa festa de casamento de sua filha, o rei macedônio foi assassinado.

Alexandre, o Grande: O príncipe e general grego Alexandre, o Grande, aos 20 anos de idade, realizou a ambição do pai, tomando o Império Persa. No pacote estavam os judeus, no entanto, ele não interferiu totalmente na cultura dos dominados, não impondo a sua religião. Alexandre foi considerado um dos maiores gênios militares porque sob seu comando formou um grande império, que ia do sudeste da Europa até a Índia. Dos 13 aos 16 anos, foi educado pelo filósofo Sócrates.

A divisão do Império Grego: Alexandre, o Grande morreu aos 33 anos de idade, vítima de um vírus. Após a sua morte 4 de seus generais assumiram o Império, dividindo-o em 4 partes, sendo duas delas importantes na história dos judeus: a parte do Egito (capital Alexandria), dominada pelo general Ptolomeu, e a dos Selêucidas, na Síria (capital Antioquia), dominada por Selêuco (de quem herdou o nome).

A Judeia pertencia ao Egito: Por um século, época do domínio egípcio, houve uma relação pacífica entre dominador e dominado. Nessa época o sumo sacerdote tinha muita influência política, e o Novo Testamento foi traduzido do hebraico para o grego, pois muita gente não sabia o hebraico, que era utilizado nas orações e na leitura das Escrituras.

Observação: Nos tempos do Antigo Testamento havia dois ofícios que serviam como intermediários entre a divindade e os homens. O sacerdote era intermediário entre o homem e Deus, pois ele oferecia sacrifícios a Deus em favor do homem; o profeta intermediava entre Deus e  o homem, pois Deus falava com o homem através do profeta. Então, a relação Deus/homem e homem/Deus seria mais ou menos assim:



  


A Septuaginta: Surge a tradução chamada “Septuaginta”, nome que vem do termo latim que significa “setenta”, porque 72 judeus trabalharam para traduzir o A.T., do hebraico (língua originalmente escrito) para o grego (língua do Império).

Observação: Embora o nome Septuaginta signifique setenta, de acordo com alguns estudiosos, essa tradução foi feita por 72 anciãos judeus, isto é, seis judeus de cada uma das treze tribos de Israel.

Domínio Sírio: Mais tarde, houve disputa entre os dois reinos pela Terra Santa, e o rei sírio, Antíoco III, dominou a Judeia, e esta passou a pertencer à Síria. No início os reis sírios favoreciam os judeus, mas com o reinado de Antíoco IV Epifânio (175-154 a.C.), os judeus passaram a ser perseguidos, porque ele odiava a religião judaica. Rapidamente, implantou a helenização (cultura grega), tirou os sacerdotes, e colocou outros de sua própria escolha, profanou o altar (ofereceu porco no altar de Deus), animal considerado imundo para os judeus, e sobre o altar aquele altar mandou construir um altar a Zeus (deus grego), além disso implantou uma estátua de Zeus no templo em Jerusalém. Seu predecessor (antes dele), Seleuco IV, roubou objetos do templo e vendeu judeus como escravos etc.


Por Leila Castanha




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Evangelista Mauro Ferreira - anos 80

EVANGELISTA MAURO FERREIRA - ANOS 80 




MENSAGEM AOS JOVENS





O QUE FAREI PARA HERDAR A VIDA ETERNA?



ONDE PASSARÁS A ETERNIDADE?




O ARREBATAMENTO




O DEUS DESTRUIDOR