domingo, 21 de junho de 2015

LIÇÕES 3º TRIMESTRE/2015 - REVISTA BETEL (Jovens e Adultos)























PARA VISUALIZAR A LIÇÃO CLIQUE EM CIMA DO NÚMERO OU DO TÍTULO

05/07/2015 - Lição 1: Os milagres do Novo Testamento

12/07/2015 - Lição 2: O milagre produzido por um toque especial
                 
19/07/2015 - Lição 3: O milagre da cura da mão mirrada

26/07/2015 - Lição 4: O milagre da filha de Jairo

02/08/2015 - Lição 5: O milagre do perdão

09/08/2015 - Lição 6: O segredo dos milagres apostólicos

16/08/2015 - Lição 7: O milagre da porta formosa

23/08/2015 - Lição 8: A unção que produz milagres

30/08/2015 - Lição 9: A irreverência destruiu Ananias e Safira

06/09/2015 - Lição 10: O milagre da liberdade de Pedro

13/09/2015 - Lição 11: O milagre da ressurreição de Dorcas

20/09/2015 - Lição 12: O milagre do livramento no naufrágio

27/09/2015 - Lição 13: O milagre do livramento da serpente em Paulo




FOTOS DAS LIÇÕES
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POESIAS PARA O DIA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


MINHA ESCOLA DOMINICAL



De tantas e boas escolas existentes
Que tem por alvo o ensino cabal
Trago no coração em boa mente,
A mais sublime e a mais essencial.

É realmente de competência tal
Essa Escola que transforma a quem
Os ensinos recebe do amor Divinal
Nas santas e gloriosas aulas que ela tem.

Pois do Antigo ao Novo Testamento
Já existia essa escola do Senhor
Que os patriarcas em seus eventos
Do Gênesis a Malaquias ensinavam com amor.

E na igreja do Senhor, também nós temos
Esta bendita Escola na Assembleia de Deus
Aos alunos ensinando do que cremos
E fazendo crescer na fé os filhos seus.

Esta é a meta da nossa Escola também
Evangelizar enquanto ensina a Palavra de Jesus
Pois enquanto na aula se ensina a alguém
Esse leva a outrem a Mensagem da Cruz

Meu amor por ti revelo, Escola Dominical!
Faço menção aos porteiros da Escola com amor,
O seu secretariado, obreiros, que do mal
Livram sempre as almas, levando-as ao Senhor.

São estes votos a ti, Escola de todos nós
Ao corpo docente a bênção de Jesus
Recaia sobre a mesma e aos demais heróis.
Te amamos, oh! Escola... A ti fazemos jus!


Autoria: Laerço dos Santos


Observação: No 3º domingo de setembro é comemorado o dia nacional da EBD, e no 2º domingo de dezembro, o dia mundial.




                        

sábado, 20 de junho de 2015

O QUE É O CÂNON BÍBLICO

VOCÊ SABIA?



https://filadelfiafranca.com.br/o-canon-biblico-2/


FINALIDADE DO TRATADO E TERMINOLOGIA

No tratado da inspiração mostrou-se, em princípio, que existem livros inspirados, e descreveram-se a natureza e as propriedades dessa inspiração. É preciso estabelecer agora quantos e quais são concretamente os livros inspirados. O presente tratado mostrará como os livros inspirados foram, por seu caráter sacro, primeiramente distinguidos dos livros profanos, e, pouco a pouco então unidos em conjunto, formaram a coleção de livros chamada “cânon bíblico”. Examinaremos, em suas linhas gerais, esse lento processo de “canonização”, ou seja, formação do cânon dos livros inspirado, depois de inicialmente focalizarmos algumas noções indispensáveis.

Cânon
Nos escritores profanos cânon designava originariamente, qualquer bastão reto e longo. Ora, como os antigos se serviam de uma cana para medir, o termo tomou logo o sentido derivado de medida, régua, também em sentido metafórico, e portanto regra, norma, modelo, de emprego até na gramática e na arte.
Nos escritos eclesiásticos o termo cânon conservou o sentido de norma ou regra, e foi utilizado em conexão com a fé e os costumes, a disciplina (especialmente do clero), a liturgia, e sobretudo o propósito da Sagrada Escritura, considerada como regra suprema de fé  e de vida.

Cânon bíblico
A expressão “cânon bíblico” designa, desde o séc. III, o catálogo oficial dos livros inspirados, os quais por sua origem divina constituem a norma da fé e dos costumes.
Do termo “cânon” formou-se o adjetivo canônico no sentido de “pertencente ao cânon”, e o verbo canonizar, significando, “incluir no cânon”.

Canonicidade e inspiração
Praticamente os termos “canônicos”e  “inspirado” se equivalem, mas em si as duas noções abstratas são formal e substancialmente diversas.
Inspirado é o livro que tem Deus por autor principal e por isso uma aptidão intrínseca para regular infalivelmente a fé e os costumes.
A inspiração de um livro depende, pois, exclusiva e diretamente de Deus;  a canonicidade de um livro, ao invés, depende diretamente da autoridade da Igreja. A canonicidade de um livro supõe a inspiração do mesmo; por sua vez, a inspiração de um livro exige que a sua aptidão para regra a fé e os bons costumes seja posta em exercício  pelo reconhecimento oficial de sua inspiração porá parte da Igreja, sem o que um livro inspirado ainda não pode chamar-se canônico.

Protocanônico e Deuterocanônico
(...) os deuterocanônicos  só mais tarde foram reconhecidos como inspirados por parte da Igreja universal, em vista de dúvidas surgidas em algumas igrejas particulares a respeito da sua origem divina; ao passo que os protocanônicos foram desde o início reconhecidos pela Igreja universal como inspirados, sem que jamais tenha havido qualquer incerteza.

Os deuterocanônicos são sete no AT e sete no NT, a saber: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1-2 Macabeus (no AT); a epístola aos Hebreus, a epístola de São Tiago, a segunda epístola de Pedro, a segunda e a terceira epístola de São João, a epístola de São Judas, e o Apocalipse (no NT). A esses livros se acrescentam três trechos do AT Est 10.1-16,24 (Vg) e Dn 3.24-90; 13-14.

*Observação: Os  livros  do Antigo Testamento,citados acima, a saber: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1-2 Macabeus,  foram introduzidos somente nas edições da bíblia católica, assim como os acréscimos dos textos de Ester (nas demais edições só tem até o vers. 3) e Daniel(nas demais edições o capítulo 3 só vai até o vers. 30); Daniel 14 só se encontra  nas Bíblias de edição católica).


(Texto extraído do livro “Introdução à Bíblia,- Editora Vozes, 1968.*Observações minhas)

LIVROS APÓCRIFOS

VOCÊ SABIA?



O QUE SÃO OS LIVROS APÓCRIFOS?

   Etimologicamente, apócrifo significa “escondido”, “secreto”, e designa o escrito falsamente atribuído a certo autor, permanecendo, porém desconhecido o autor verdadeiro.
Na praxe eclesiástica chamavam-se “apócrifos” os livros não admitidos para leitura pública litúrgica. Mas como na Igreja se liam publicamente só os livros canônicos, o termo “apócrifo” veio a tornar-se sinônimo de não-canônico. Neste sentido S. Jerônimo chamava apócrifos os deuterocanônicos, porque não-canônicos. Algumas vezes ocorre “apócrifo” também no sentido de “espúrio”.
De maneira geral podem-se definir os apócrifos: livros de autores incertos e que por seu título ou assunto apresentam certa afinidade com os livros da Santa Escritura, mas aos quais a Igreja universal jamais reconheceu autoridade canônica.

(Texto extraído de “Bíblia Sagrada com Enciclopédia Bíblica Ilustrada” – Editora SBB, 2011).



TRADUCÕES DA BÍBLIA

VOCÊ SABIA?


A VULGATA


Por vulgata entendemos hoje a tradução latina da Bíblia atualmente em uso  na Igreja latina e quem em grande parte é obra de S. Jerônimo. 1Traçaremos em linhas gerais a sua história e examinaremos seu valor crítico e dogmático.

Obsevação:1 Na antiguidade o termo Vulgata designava o texto grego dos LXX (setenta), exprimindo que era um texto a todos acessível, comum, usual, por oposição ao texto hebraico, reservado aos doutos. O termo foi usado também para designar a “vetus latina”, porque traduzida dos LXX; também S. Jerônimo  assim a designa. Havendo em seguida substituído a antiga versão latina, a tradução jeronimiana herdou-lhe também  o  nome, o qual com esse sentido tornou-se comum no início do séc. XVI. E o Concílio de Trento ratificou esta sua designação em 1546.
Devido às frequentes transcrições e à incompetência de certos corretores, numerosas incorreções se haviam introduzido nas antigas versões latinas, inclusive na que estava em uso na Igreja de Roma. Os inconvenientes que daí recorriam levaram o Papa S. Dâmaso a mandar fazer uma revisão e  correção. A trabalhosa e delicada incumbência foi confiada pelo Papa a 2S. Jerônimo.

Observação: Sofrônio Eusébio Jerônimo nasceu de pais cristãos em Estridônia,  na Dalmácia, provavelmente localizada a meia distância entre Aquiléia e Lubiana, pelo ano de 347.

O trabalho de S. Jerônimo em torno ao texto bíblico, iniciado em 383 em Roma e terminado em 405-406 em Belém, foi duplo: primeiro de revisão, depois de tradução.

Trabalho de revisão
A revisão foi executada parte em Roma, parte em Belém. Em Roma, em 383, executou S. Jerônimo o trabalho de emenda dos quatro evangelhos na base de ótimos códices gregos, em geral mui afins à recensão do cod B, restringindo ordinariamente sua correção aos pontos onde o sentido estava alterado. É muito provável que ele tenha feito revisão também dos demais livros do Antigo Testamento nos anos 384-385.
Ao mesmo tempo reviu também os Salmos na base do texto dos LXX (setenta), mas pré-hexaplar; reconhece ele próprio que essa revisão foi apressada e incompleta; segundo a opinião comum, seria este o Saltério romano.
Em Belém, entre 386 e 390, realizou o trabalho de emenda de todo o Antigo Testamento (exceto os deuterocanônicos) segundo o texto hexaplar de Orígenes. Esse trabalho perdeu-se pouco a pouco após, antes de ser publicado, mas salvou-se o Saltério chamado galicano, e pouca coisa mais.

Observação: 3Pois também no resto do NT se encontram aplicados os mesmos princípios de correção que nos evangelhos e nos defrontamos com as particularidades linguísticas próprias de S. Jerônimo: tanto mais merece fé o testemunho do próprio S. Jerônimo que repetidamente diz ter revisto todo o Novo Testamento.

4. Códices e edições.
Das antigas versões latinas possuímos apenas uns 50 códices, dos quais lembramos aqui um que outro dos mais importantes códices do Novo Testamento, que são mais numerosos. São designados pelas letras minúsculas do alfabeto latim. (...).

(Texto extraído de “Bíblia Sagrada com Enciclopédia Bíblica Ilustrada” – Editora SBB, 2011).




terça-feira, 16 de junho de 2015

LIÇÃO Nº 11 - 2º TRIMESTRE DE 2015

A FÉ HEROICA DE MOISÉS

Hb 11.1: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem”.
Para melhor entendermos este versículo transcreverei segundo a versão de Grant: “Ora a fé é a certeza das coisas esperadas, e a convicção das coisas não vistas”.

SEGUNDO A BÍBLIA EXPLICADA HEBREUS 11 TRATA DA FÉ EM  3 PERÍODOS BÍBLICOS:
1)    A fé no período primordial (4-7) - Começa com Abel, e não com Adão (este não creu na Palavra de Deus, e deu ouvidos a sua mulher que, por sua vez, deu ouvidos à voz da Serpente); No caso de Abel sua fé era apresentada no sacrifício; no caso de Enoque, na comunhão com Deus; e no de Noé, era a fé que testifica (apesar de parecer loucura o mundo daquela época ser acabado por águas – dilúvio – e dentro da arca colocar-se espécies de animais, de par em par, Noé creu na Palavra de Deus  e construiu a arca).

2)    A fé no período dos patriarcas (8-22) :
a.    O escritor aos hebreus fala, primeiro, da fé e das coisas invisíveis (8-16) Abraão, pela fé, obedeceu a Deus indo para um lugar indicado por Ele o qual não conhecia; Sara alcançou a virtude ser mãe em velhice avançada.

b.    A fé nas coisas improváveis (17-22): Abraão ofereceu Isaque, de quem descenderia a nação prometida por Deus, crendo que o Senhor poderia ressuscitar os mortos; Isaque abençoou a Jacó, mesmo não sendo este o costume da época, e creu na bênção mesmo tendo sido enganado: “Será bendito!” (Gn 27.33); José, próximo à hora de sua morte, fez menção da saída dos israelitas do Egito, e os fiz jurar que levaria os seus ossos com eles.
3)    A fé durante o período israelita (23-40) – Vamos nos ater aqui, conforme apontou o estudo de A bíblia Explicada, especificamente, no caso de Moisés, cuja fé foi sempre a”visão do invisível”. Por causa dessa fé ele recusou:
a.    V.24- as vantagens do mundo;
b.    V.25 – escolheu uma sorte aparentemente desprezível;
c.    V.26 – deu valor ao privilégio de sofrer com o povo de Deus;
d.    V.27 – enxergou o que o olho  natural não podia ver (não temeu, como quem vê o invisível).

A.   RECUSOU AS VANTAGENS DO MUNDO ( DO EGITO):
Como filho da filha de Faraó ele tornou-se príncipe, e de acordo com alguns estudiosos da Bíblia, esse Faraó não tinha filho varão de sorte que, possivelmente, Moisés fosse o sucessor do trono.
Estevão afirmou que Moisés fora educado em toda a ciência do Egito, e era poderoso em palavras e em obras – At 7.22.
Mesmo tendo todas as vantagens em ficar do lado de Faraó, Moisés preferiu lutar pelo seu povo de origem, que vivia nos arredores do palácio servindo  como escravos..

Em Fp 3.8 o apóstolo Paulo considera tudo o que deixou por Cristo como esterco (fezes). Mas Paulo  não era um homem qualquer para a sociedade na qual vivia. Ele era um nobre, estudara com Gamaliel, o melhor professor de sua região, presidia execuções, tinha poder para prender ou matar aqueles a quem perseguia, sob a acusação de hereges, falava várias línguas (hebraico, grego, latim e aramaico), etc. Leia At 8.1; 21,37; 22.1-3.

v.25 - Moisés sabia que seria por sua mão que Deus libertaria os israelitas das mãos dos egípcios, pois, de acordo com a mensagem de Estevão, ele esperava que os seus compatriotas entendessem que ele os livraria da escravidão (At 7.25).
Crendo na promessa, que, provavelmente, ouvira de seus pais biológicos, ele usou sua posição para tentar fazer a vontade de Deus.

EXEMPLOS DE PESSOAS QUE USARAM SUA POSIÇÃO PARA EXECUTAR OS PLANOS DE DEUS:
Ester tornou-se rainha, e ao saber que Hamã (um ministro do rei Assurero) tramava matar os judeus, ela usou sua posição para tentar persuadir o rei de não fazer isso. Para tanto, proclamou um jejum, por intermédio de seu tio Mordecai e foi a recâmera do rei (ao quarto) sabendo que podia ser morta por isso, já que o rei não a requisitara.
Neemias passou um grande susto quando o rei a quem servia (era copeiro do rei) percebeu que ele estava triste na sua presença, mas ao ser indagado pelo monarca o motivo de sua triste, mesmo correndo o risco de ser punido pediu-lhe para reconstruir os muros da cidade de seus pais (é provável que ele houvesse nascido no cativeiro). Ao ser autorizado, pediu ao rei que enviasse cartas aos governadores para que o deixassem passar até Judá, e ao guarda da floresta que lhe desse madeira, e o rei ainda lhe enviou capitães do exército e cavaleiros – Nee 2. 7-9.

MOISÉS NÃO SE APEGOU A NOBREZA, NEM ÀS RIQUEZAS, ELE OLHAVA MUITO ALÉM
Os heróis da fé foram homens e mulheres que negaram sua vida em troca de viver a vontade de Deus, mas hoje vemos o contrário: pessoas que vão em busca de Deus para que eles viva a seu bel prazer, servindo-lhes e fazendo-lhes as vontades.

Lição Prática: Deus é visto por muitos cristãos hodiernos como um gênio da lâmpada, de maneira que basta-nos esfregar a lâmpada (oração) e ele se curva às nossas vontades.
Jesus disse: Segue-me, e não o contrário – Mt 8;22; 19.21; At 19.11 etc.

Observação: Parafraseando Charles Colso, em seu livro “O que significa amar a Deus”, podemos dizer que ao ler a Bíblia devemos fazê-lo não com a intenção de ver o que Deus tem a nos oferecer, mas com o propósito de descobrir o que ela tem a nos dizer, sobre o que devemos fazer para Ele. Jó e Abraão são exemplos de dois homens ricos, que abriram mão de suas riquezas e estabilidades e se aventuraram a crer e a obedecer a Deus.

MOISÉS RESISTIU A PRINCÍPIO, MAS DEPOIS CEDEU A VONTADE DIVINA

Ter fé não é não ter medo, mas vencer o medo pela confiança que o Senhor é o nosso pastor e nada nos faltará (Sl 23.1).
Embora Moisés não quisesse ir libertar o povo, finalmente ele cedeu e pela obediência foi aprendendo a confiar em Deus. Deus nos promete crer par ver, não o contrário (Jo 11.40).
Jesus disse que a fé é como um grão de mostarda, no entanto, como qualquer semente o grão só mostra vida quando plantado. Se ficar guardado, poderá morrer, mas se for crescerá, e se for regado florescerá. Assim é a fé: tem de ser colocada em prática, regada pela Palavra de Deus, e assim ela produzirá muito fruto (Ef 5.26; Gl 5.22).
Exemplos de fé na vontadede de Deus
 Jesus disse ao Pai que sua vontade era desistir, mas deixou a decisão com Deus – Lc 22.42; Jo 12. 27,28.
O apóstolo Paulo insistiu para Deus retirar dele o “espinho na carne” – 2 Co 12.8-10.

Observação: A fé se rende, enquanto que a dúvida resiste.

B) vv 25,26 -  Preferiu sofrer com o povo de Deus; Deixou as riquezas do mundo pela recompensa.
Embora o feito de Moisés fora por obediência a Deus, ele obedeceu porque cria que seria recompensado. Não é errado pensarmos em receber recompensas por nossos atos em obediência ao Senhor, o erro está em querermos que as bênçãos de Deus se equipara a nossa vontade, independente da vontade dele.
O próprio Jesus suportou o sofrimento da cruz “em troca de uma alegria que lhe estava proposta” – Hb 12.2. Isto é, Jesus foi para a cruz em obediência a Deus, mas consolou-se no que receberia além da cruz.
Embora é certo que sofreremos ao fazer a vontade de Deus, pois isso é sinônimo de desafiarmos o adversário, é certo também que teremos alegria. Conforme bem explicou um determinado escritor, alegria não é diversão, mas o salmista afirmou que “na presença do Senhor há fartura de alegria” – Sl 16.11.
Há diversos versículos bíblicos que confirmam a autenticidade de que podemos esperar recompensas futuras e presentes ao depositarmos nossa fé em Deus – Mt 6.4; Jr. 51.56. Hb 11.6; Sl 18.20; Pv 11. 18; Mc 10.30; Mt 5.12 etc.

A FÉ DE MOISÉS ESTAVA FIRMADA NA PALAVRA DE DEUS
V. 27 –Enxergou o que o olho natural não podia ver.
Pela visão humana Moisés deixou a elite por escravos, a estabilidade do palácio pela insegurança do deserto, a liderança de uma das maiores potencias políticas e culturais da época pela liderança de um bando de escravos, rudes, ingratos e sem perspectiva de futuro (só viviam olhando para trás).
Pela fé ele se via liderando um povo especial, diferente de todos os outros povos, uma nação grande e poderosa, cujo monarca era o próprio Deus. Ele tinha consciência que com Deus ele faria a diferença – Ex 15.16.
Pela visão humana Moisés era um desertor qualquer, sem perspectiva de futuro: um derrotado.
Pela fé ele se via como o escolhido por Deus para ser o libertador dos escravos de uma nação poderosa, e que a partir da saída dos israelitas ele os guiaria rumo a uma terra onde eles se tornariam um povo forte, porque eram o povo de Deus, e não de Faraó.
                                                                                                               
O APÓSTOLO PAULO DISSE QUE VIVEMOS POR FÉ, E NÃO POR VISTA – 2 co 5.7
Ao alertar os israelitas a não fazerem imagens de Deus para adorar, Moisés deu como explicação que lá no monte Horebe, no meio da sarcça (do  mato), ninguém viu o seu rosto. Deus era um deus invisível.

Observação: Este era um dos grandes problemas que Israel não sabia lidar: No Egito eles viam vários deuses, o próprio Faraó era reconhecido pelos egípcios como o rei-deus.
Em Jó 9.11, falou das grandezas de Deus, e  em seguida ponderou: “Ele passa por mim e não o vejo, nem o sinto”. No entanto, ele nunca duvidou da existência de Deus, antes afirmou: “Eu sei que o meu redentor vive, e por fim se levantará sobre a Terra” – Jo 19.25.
também afirmou que guardava os seus mandamentos mesmo que não via a Deus, no entanto, ele sabia que Deus cumpriria suas promessas – Jó 23.8-11,14.
Isaias disse: “Verdadeiramente Deus é um Deus que se esconde”. (45.15).
Habacuque cria tanto na fidelidade de Deus a ponto de dizer que ainda que nada desse certo (a fiqueira não floresça, não haja fruto na vide etc), ele se alegria em Deus, pois ele lhe daria forças para prosseguir (3.17-19).
Josué e Calebe, foram os únicos da geração que pereceu no deserto que Deus permitiu que entrassem na Terra Prometida porque ambos não duvidaram das promessas de Deus, apesar de terem visto as mesmas dificuldades que os outros dez espias. No entanto, eles não se prenderam ao problema humano, mas visaram a solução divina – Nm 14. 6-10.

Observação 1: Josué também era chamado de Oseias. Veja Nm 13.8.
Moisés confiava tanto na Palavra de Deus que celebrou a Páscoa (festa que comemora a saída do povo de Israel do Egito), antes mesmo de saírem de lá. – Ex 12.21-30.

Observação 2: A palavra páscoa vem do hebraico e significa “passagem”.
No Sl 46.1 o salmista revela que mesmo que tudo pareça sem saída ele ter certeza que “O Senhor dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio”.
Paulo declara a Timóteo que “ainda que sejamos infiéis ele continua fiel”. (2 Tm 2.13).

A FÉ É INABALÁVEL, POIS ELA NÃO ABANDONA SUAS CRENÇAS
Daniel ficou sabendo que o rei Dario havia assinado um edito o qual proibia de que, durante 30 dias, alguém fizesse qualquer petição a outra pessoa ou deuses, além dele. Ao chegar ao conhecimento de Daniel o tal edito, ele foi justamente falar com Deus em oração, adorando-o como de costume. Isto porque a verdadeira fé é inabalável, e não se rende mesmo diante das ameaças.

Lição Prática: Talvez para nós esse edito não fosse problema porque temos o hábito de contar nossos problemas a todo mundo, e se sobrar tempo, então contamos a Deus. Mas Daniel, primeiro falava com Deus, e sob sua orientação tomava as próximas decisões.
Moisés fugiu do palácio, mas na primeira oportunidade de voltar para lá, fez exatamente o que há 40 anos atrás tentou fazer. Bastou Deus ordenar e prometer estar com ele, e Moisés tornou-se um gigante na fé. Ele só tinha uma objeção: Que Deus não o abandonasse – Ex 33.15.

O apóstolo Paulo disse aos irmãos de Corinto que “os judeus pedem sinal e os gregos buscam sabedoria”, mas eles pregariam a Cristo, mesmo sabendo que isto era escândalo para os judeus (Jesus foi crucificado – Dt 21.23), e loucura para os gregos – 1 Co 1.22,23.
Pedro e João foram presos e advertidos a não mais falar no nome de Jesus, ao que responderam: “Mais importa obedecer a Deus que aos homens”. Em seguida foram para suas casas, contaram o ocorrido aos irmãos e juntos oraram pedindo a Deus para dar-lhes ousadia e continuar operando por meio deles – At 4.18-19,24,29,30. Nada mudou por causa da perseguição, porque a fé é o firme fundamento (Hb 11.1).
Fica para nossa reflexão as palavras de Jesus, descritas em Lc 18.8: “Quando vier o Filho do Homem, porventura achará fé na Terra?”

Por Leila Castanha