domingo, 23 de agosto de 2015

AULAS COM TEMAS DE DIAS COMEMORATIVOS


INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - 7 DE SETEMBRO


Texto base: Ef. 6.10-18
Objetivos: Levar a criança a compreender que para vivermos independentes do domínio do pecado e tirarmos outros de sua dependência, precisamos nos equipar com as armaduras do Espírito; Enfatizar a oração e a leitura da Bíblia como parte dessa armadura; Falar um pouco sobre cada armadura e seu valor para o cristão.
Material: Confecção da armadura ou foto/desenho/imagem em papel ou na tela. 
Faixa etária: Juniores e adolescentes


No clima do dia da comemoração da independência do nosso país, podemos pensar numa atividade sobre a armadura do crente: o soldado de Cristo.
  A luta do povo brasileiro era para ser independente de Portugal, e a nossa luta como crente não é contra o próximo, mas,  contra o inimigo de nossas almas. Este sempre procura um meio para que nós possamos cair no pecado e, assim, desagradarmos a Deus. O apóstolo Paulo nos dá uma receita infalível para que o inimigo não consiga nos vencer: vestir a armadura do crente.
   No texto de Efésios 6.10-18, encontramos a descrição da armadura que o crente deve usar.

  • capacete/elmo da salvação;
  • espada do Espírito (a Bíblia);
  • sandálias/sapatos do Evangelho da paz;
  • escudo da fé;
  • cinto da verdade;
  • couraça da justiça.
E não vamos deixar de fora a oração e a vigilância, que não fazem parte da armadura descrita pelo apóstolo Paulo, mas são essenciais para todo o soldado de Cristo.

Observação: Infelizmente, perdi o endereço do blog de onde foi extraído este texto. Se alguém souber pode postá-lo no comentário abaixo ou por meio do e-mail disponível neste blog.  

  

OPÇÕES DE HINOS PARA O TEMA









terça-feira, 18 de agosto de 2015

LIÇÃO 8 - 3º TRIMESTRE DE 2015



A UNÇÃO QUE PRODUZ MILAGRES


Conforme o comentarista desta lição bem explicou, a palavra unção é bem mais abrangente do que o termo dicionarizado, pois apesar de sua significação há muito mais coisas por trás dessa palavra. Em termos de dicionário, no sentido religioso, unção, do verbo ungir, é a aplicação de óleo sagrado sobre uma pessoa para consagrá-la a Deus (Larousse Cultural).  No entanto, apesar de a unção ser a indicação de autoridade de Deus sobre alguém, existe muito mais implicações por trás desta palavra.

O QUE É UNÇÃO E COMO ACONTECE: Unção é uma delegação de autoridade que se dá a uma pessoa para exercer um determinado ofício. No Antigo Testamento os objetos sagrados (separados para Deus), eram ungidos com óleo – Ex 29.36,37; 30.25-29, assim como as pessoas para quem Deus tinha uma missão especial. Em relação ao povo, havia três tipos de unção que Deus ordenava: Para rei, cujo ofício era governar sobre o povo, (1 Sm 9.16; 10.1); para sacerdote (Ex 40.13-15);  e para profeta ( 1 Rs 19.16).
No Novo Testamento, embora o termo continuasse corrente, não havia mais a prática do óleo para a separação ministerial. Em Atos 13. 1,  por exemplo, enquanto a Igreja se conservava em jejum e  oração, o Espírito Santo ordenou que separassem a Paulo e a Barnabé, ao que os apóstolos obedeceram impondo-lhes as mãos . Da mesma forma na instituição dos diáconos, embora também fosse precedida de oração e jejum, foi a Igreja quem escolheu, a partir das qualidades pré-estabelecidas. Após os candidatos serem apresentados aos apóstolos, estes lhes impuseram as mãos dotando-os de autoridade para exercerem o diaconato.
Era muito comum nessa época, a unção ser associada, também, ao derramamento do Espírito Santo (At 10.38; 1 Jo 2.20,27).

 O QUE SIGNIFICA UNÇÃO NO CONTEXTO ATUAL: O comentarista dá o exemplo de uma pessoa que, após ser eleito para algum cargo na política, passa de cidadão comum à autoridade, pois a sua eleição lhe dá direito de usufruir uma autoridade que antes não possuía. No entanto, a unção, no sentido espiritual, vai mais além da eleição, pois Deus qualifica o indivíduo ungido (Ex 31.1-5). O problema é que essa qualificação nem sempre vem no ato, às vezes chega a ser um processo longo, como vemos nos exemplos da unção de Davi que ficou vários anos aprendendo a liderar Israel, através da observação e prática, ao lado do rei Saul, que tanto foi seu instrutor como seu grande inimigo (Davi aprendeu com ele o ofício real, e por causa das perseguições diretas e indiretas de Saul, ele saiu adestrado em guerra); Moisés também foi escolhido por Deus para ser o libertador de Israel, no entanto, sofreu 40 anos no deserto (sem mordomia, debaixo de sol quente, e cuidando de ovelhas – profissão que exigia dele resistência e paciência); Pedro foi escolhido como apóstolo de Cristo, separado para uma missão especial: confirmar a fé dos santos, mas, a despeito de sua chamada, ele precisou aprender bastante antes de ser útil no ministério para o qual foi chamado (Lc 22. 32); Deus tinha um plano para a vida de José, mas ele precisou aprender com as adversidades a ser paciente e perseverante, qualidades indispensáveis para um governador do Egito que enfrentaria a fome e multidões indo recorrer a suas provisões; Abraão foi escolhido para que de sua semente Deus suscitasse o Seu povo eleito, no entanto, teve de ser peregrino em terra estranha, e sua primeira experiência com Deus, após atender sua chamada, foi muito difícil, pois   o lugar onde Deus ordenou que ele ficasse estava passando por um processo de fome, e ao tentar escapar da fome foi-lhe tomada a mulher, mas tais experiências serviu de crescimento para ele, de tal forma que mais tarde não duvidou de Deus, nem quando este lhe exigiu a vida do filho, de quem suscitaria descendência, pois cria que mesmo da morte Deus podia trazê-lo de volta (hb  11.17 ,18).

O PROPÓSITO DA UNÇÃO: Ao ungir alguém Deus procura trabalhar na sua vida, a fim de prepará-lo para trabalhar na vida de outrem. O trabalho cristão sempre envolverá pessoas, não coisas. As coisas podem ser o meio, mas jamais a finalidade da obra de Deus (At 17. 25). Uma verdade que ouvi e nunca me esqueço  é de que Deus só trabalha através de nós, depois de trabalhar em nós, e para isso muitas vezes é necessário passarmos por provações, porque a prova da nossa fé produz coisas positivas para o Reino de Deus (Rm 5. 3-4; Tg1.3).
Todo chamado de Deus tem propósito: Primeiro: o chamado é para a glória de Deus (Col 3.17); Segundo: Tem uma finalidade específica: (Rm 12. 6-8). Reconhecer a nossa vocação é algo imprescindível para o bom andamento da obra de Deus. Jesus sabia o porquê de seu chamado: “O Espírito do Senhor me ungiu para...” (Is 61.1). Saber para quê fomos chamados adianta muito o processo de nossa preparação, e para não adentrarmos por portas erradas que atrapalharão o nosso ministério e o dos outros.

EXEMPLO: Miriã e Arão ficaram revoltados porque Deus só falava com Moisés, e por conta de seu ciúme estava colocando todo o povo contra o servo de Deus, no entanto, embora Moisés não reagisse, Deus chamou os três em particular e castigou Miriã com lepra, porque ela quis entrar num particular no qual não fora chamada. Certa vez Jesus falou para Pedro que ele iria ser mártir por amor a Ele, e Simão quis saber como seria a morte de João, ao que Cristo lhe respondeu: “Que te importa?”(Jo 21.18-23). Cada um tem uma missão pela qual Deus o ungiu, e como são diferentes os dons, assim também difere a sua operação (1 Co 12. 5,6).
Não há ministério melhor ou pior, apenas diferentes em sua atuação, mas como em uma firma, que cada um tem seu papel na produção, mas o fim é o produto final ser montado e ter qualidade, assim é na Igreja, cada um faz sua parte, mas o conjunto é que produz. ( 1 Co 3.4-5).

EXEMPLO PRÁTICO: Em uma determinada igreja o pastor precisava consagrar uma pessoa ao diaconato e outra para ser porteiro. Ao observar os membros ele pensou em escolher o irmão banqueiro como diácono e o verdureiro para a porta. No entanto, ao orar, Deus lhe ordenou que fizesse o contraio: Colocasse o banqueiro para ser porteiro e o verdureiro para o diaconato. Ele ficou preocupado com a reação do banqueiro, mas para seu espanto o irmão ficou muito feliz em ficar na recepção da igreja, assim como o verdureiro ao saber quer fora escolhido como diácono. Quando o povo passava pela rua e via o banqueiro na porta eles queriam entrar por que pensavam: "Se na porta tem  um banqueiro, então quem é que está no púlpito?". E com essa estratégia divina a igreja encheu de pessoas importantes na sociedade,

UNÇÃO NÃO É SINÔNIMO DE PREPARO OU DE RESPONSABILIDADE: Quando dizemos que Deus unge alguém, isto significa que ele capacita àquele que chama. Capacitar, nesse sentido, quer dizer que Ele provê as ferramentas para o trabalho. Usá-la ou não, ou o modo que a usamos é responsabilidade nossa. Os dons ministeriais, por exemplo, são ferramentas que Deus põe a nossa disposição para facilitar a missão que temos de executar, no entanto, apesar da habilidade concedida por meio deles, há dom que necessita de maior dedicação, como o de ensinar (Rm 12.7). Ninguém sabe tanto que não precise aprender (1 Co 8.2). O fato de delegar autoridade a alguém não significa que, de brinde, Deus nos mune de responsabilidade. Isso é papel nosso. O que fazemos ou deixamos de fazer é responsabilidade nossa, e não podemos viver jogando a culpa nos outros, ou nas circunstâncias, conforme insinua a frase do personagem Chaves: “Foi sem querer, querendo”, pois de acordo com o filósofo e educador Mario Sergio Cortella, “Ética é escolha”, logo “o nosso sem querer é muito querendo também”. Temos de ser responsáveis, pois nossas atitudes ou falta delas é responsabilidade apenas nossa.

Observação: Moisés culpou Arão pelo pecado cometido pelo povo e o castigo que eles sofreriam, porque seu irmão era o líder: Moisés sabia que o povo era violento, e de certa forma Arão tinha razão de temê-los (Ex 17.3,4).

EXEMPLOS BÍBLICOS: Deus permitiu que Ester fosse escolhida como rainha. Ao saber da decisão do rei, atendendo o pedido de Hamã, de matar todos os judeus (seus compatriotas), estava nas mãos dela agir ou acovardar-se. Ela pediu que orassem e jejuassem a seu favor por 3 dias, e decidiu aproveitar sua posição e ir até ao rei, mesmo sob risco da própria vida; Neemias, sentiu o chamado de Deus para reconstruir os muros de Jerusalém, recebeu o apoio do rei, e já na cidade, era sua responsabilidade fugir da perseguição imposta por  Sambalate e Tobias ou criar estratégias para construir os muros em segurança; O apóstolo Paulo fora enviado por Jesus para o seu ministério entre os gentios, agora era sua escolha enfrentar as adversidades ou fazer a vontade do mundo, mas sabemos que ele escolheu fazer a vontade divina (Fp 4.13).

EXEMPLO PRÁTICO: Li um texto em um determinado blog no qual o autor dizia que, apesar de ser pastor e estar habituado a pregar, sempre que ia levar a Palavra de Deus à Igreja dava aquele friozinho na barriga. Ele não gostava daquela reação espontânea, mas depois compreendeu que aquele frio era devido à sua responsabilidade para com as coisas de Deus, pela compreensão que, inconscientemente ele tinha, de seu sério papel como mensageiro de Deus.

EXEMPLOS BÍBLICOS: Saul foi ungido rei, e como tal tinha autoridade sobre Israel, no entanto, ele usou sua autoridade de modo ruim. Ele ultrapassou seu limite de governante, e infringiu a lei divina ao tentar exercer a função de sacerdote. A unção de Deus é específica para cada pessoa, de modo que existe  um limite, que nos força sempre a respeitar o próximo.
Nadabe e Abiú eram ungidos como sacerdotes, mas foram irresponsáveis ao trazer fogo estranho para a queima do sacrifício, e por isso Deus os matou (Lv 10.1).
Salomão era rei ungido por Deus, mas por que queria agradar suas mulheres, aumentou os impostos do povo, fazendo-se um rei opressor (Pv 29.2)

Observação: O fato de termos recebido dons ou sido separados para a obra de Deus não nos impede de praticar serviço estranho (Avadá Zará – serviço estranho, em hebraico), mas Deus há de cobrar de cada um. Exemplo: Veja o que Deus diz sobre os profetas que profetizam falsamente em sue nome (Ez13. 3-7).
Diferente dele foi a atitude de Davi: Tendo autoridade sobre seus súditos, ponderou sua ação e se arrependeu, mesmo não tendo como, efetivamente, voltar atrás. Davi desejou beber água pura da fonte de Belém, sua cidade, que na ocasião estava tomada pelos filisteus, inimigos de Israel. No entanto, três de seus soldados mais valentes, que lhe admirava muito, se disponibilizaram em ir buscá-la. Apesar dos perigos que correram os três soldados de Davi voltaram com a tão desejada água, no entanto, quando Davi se deu conta do risco que pôs os seus fiéis amigos derramou toda a água e não quis bebê-la. Uma atitude que, grosso modo, parece um tanto insensata, já que os rapazes trouxeram-na com tanto esforço, mas para Davi era um sacrifício, pois via, sentia o frescor da água, mas rejeitou porque se sentiu irresponsável  em permitir que seus fiéis soldados pusessem a vida em risco por conta de um luxo (2 Sm 23.13-17).

DAVI ENTENDEU A DIFERENÇA ENTRE AUTORIDADE E AUTORITARISMO: Autoridade é direito ou poder de ordenar, de decidir, de se fazer obedecer. Autoritarismo é a forma de se exercer autoridade baseada em  uma obediência cega, sem expressão de liberdade. A Igreja não é lugar de autoritarismo, pois a Bíblia nos exorta a considerar o próximo superior a nós (Fp 2.3). A verdade é que autoridade não se impõe, se conquista.
 Pedro queria resolver tudo no fio da espada (Jo 18.10,11), João e Tiago queriam usar o poder de Deus para impor a vontade do Mestre (Lc9.51-55), no entanto, a lição que Cristo deixou foi: “O filho do homem não veio destruir as almas, mas salvá-las”, logo, esse não é o método eficaz para o cristão. Mas quando eles começaram a orar e uniram-se à Igreja, caindo na graça do povo, eles não precisaram mais impor sua autoridade, pois o poder de Deus se manifestava na vida deles, de forma que “todos os dias o Senhor acrescentava os que se haviam de salvar”. (At 2. 47).
Não é com barulho, pula-pula e rodopios que vamos produzir milagres na Igreja, mas com oração e uma vida de piedade, diante de Deus e do próximo.

EXEMPLO PRÁTICO: Muitos dos que exercem cargos na Igreja age de forma irresponsável para com os que estão sob os seus cuidados. Suas palavras são ferinas, machucam e dilaceram a alma e o coração de seus subalternos. Um determinado pastor de uma pequena igreja iniciante, chateado por causa de seus poucos membros que faltava muito nos cultos semanais, certo dia disse para um deles, que não viera cear, que se não quisesse participar da ceia naquele mês dissesse logo, para que ele não perdesse seu tempo indo a sua residência. Em outras reuniões dizia que se não quisessem mais ir àquela igreja não tinha problema porque ele estava acostumado a adorar a Deus só, e o Senhor iria lhe dar vitória. Esse pastor não entendeu a importância e a finalidade de sua chamada ministerial. Pastor tem que servir, pois pastorear nada mais é do que servir e viver em prol das ovelhas, conforme afirmou o próprio Jesus (o pastor deve estar pronto para dar a vida pelas ovelhas, e não negligenciá-las, pois quem assim procede, segundo as palavras de Cristo, é o mercenário, mas o bom pastor tem intimidade com as ovelhas de seu rebanho, a ponto de conhecê-las e delas ser conhecido - Jo 10.11-14). A unção exige amor, e sem ele a missão fica quase impossível! Responsabilidade sem amor cansa, mas o amor nos constrange a fazer bem o trabalho do Mestre.

UNÇÃO SEM COMPROMISSO É PREJUÍZO PARA SI MESMO E PARA OS OUTROS: Balaão sabia como as coisas funcionavam, de forma que foi enfático em afirmar para Balaque que de nada adiantava dizer o que Deus não disse, pois não se cumpriria. No entanto, tentado pela avareza, resolveu, assim como os hábeis advogados que procuram brechas na lei para salvar o cliente, ensinar a Balaque como fazer o povo ir contra Deus, pois assim ele os amaldiçoaria. Ele era profeta, porém estava usando sua autoridade para pôr tropeço no povo de Deus. Ele estava jogando contra o seu povo, e a favor do inimigo.
Quantos querem ter o poder de Deus, mas ao invés de usar sua autoridade para unir o povo e fazer a obra do Senhor avançar, empenham-se em derrubar os próprios irmãos, por inveja do seu talento, do seu trabalho ou da sua posição na Casa do Senhor.
Agir de forma irresponsável é perigoso porque Deus há de pedir conta de todas as nossas obras, e aqueles que foram chamados para ajuntar, Deus não será compassivo se espalharem. Cuidado! Alerta o escritor aos Hebreu “Deus é um fogo consumidor!” (hb 12.9), e o apóstolo Paulo exorta-nos dizendo  que Deus não se deixa escarnecer, porque o que o homem semear, isto também ceifará” (Gl 6.7). Se fosse para voar teríamos asas, e se fosse para andar sobre as águas nossos pés seriam adaptados para isso. Milagres são expressões do poder de Deus quando não há recursos humanos vigentes, e há necessidade de uma intervenção sobrenatural. Não é para serem usados como esporte. 

Já pensou se um policial saísse prendendo todo mundo que o provocasse, em sua residência  ou na rua, só porque tem autoridade para isso? Existe uma lei a ser observada por esse profissional que o impede de cometer abuso de autoridade. Assim é com os milagres, não é porque eles seguem aos que creem que não há regras. Seu uso é exclusivamente restrito para confirmar a autenticidade da Palavra de Deus, e manifestar a glória do Senhor (1 Rs 17. 23, 24; 2-5; Jo 4.48). Não é para uso pessoal, nem para fins egoístas (como por exemplo, para enriquecer, passar no concurso sem estudar, não cumprir a dieta médica e ser curado, etc). Paulo, por exemplo, apesar de ter efetuado tantos milagres, não foi capaz de operá-los em relação à enfermidade do amigo Timóteo (I Tm 5.23), assim como não pode libertar-se de seu próprio infortúnio (2 Co 12.9), porque, as vezes, é necessário que soframos para nossa edificação e aprendizado(Rm 5. 3-5; Jo 9. 1-3). 

EXEMPLO PRÁTICO: Paul young Cho conta, em um de seus livros, a história de três moças que iam a uma vigília. Em um ponto de seu trajeto havia um rio que, devido à enchente, barrava-lhes a passagem, então, lembrando-se da experiência de Pedro, que andou sobre as águas, decidiram fazer o mesmo, contando que eram cheias da graça de Deus, e estavam indo realizar um ato louvável aos Seus olhos. No entanto, apesar de sua fé, as três morreram afogadas. Isso nos ensina que mesmo a fé tem de ser responsável, pois Pedro pediu permissão a Jesus para ir até ele sobre o mar e foi autorizado por Cristo, ele não foi por sua própria conta e risco. O próprio Jesus usava recursos materiais para o seu ministério. Quando o diabo lhe tentou mandando que pulasse do pináculo do templo porque estava escrito que  Deus o livraria enviando-lhe seus anjos, Jesus retrucou: "Mas também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus". (Mt 4.5-7) 

E lembre-se: Títulos, cargos e dons não são provas do poder ou da autoridade de Deus sobre alguém, pois apesar das experiências dos exorcistas judeus (At 19. 13), não tiveram poder de expelir os demônios de um homem que estava possesso . Os fariseus eram homens conhecidos e reconhecidos pela sociedade judaica, no entanto, Jesus disse que não passavam de hipócritas.
Não adianta fazer força ou desperdiçar esforços, seja trabalhando na obra de Deus ou fazendo manifestações místicas, a unção que produz milagres é aquela que nos leva a ter uma experiência pessoal com Cristo, para que possamos adquirir a fé Nele, que por sua vez, nos faz usufruir de suas manifestações. O significado da frase de Pedro: “O que tenho isto te dou”, é responsabilidade nossa, assim como o complemento dela é muito particular a cada crente: “Não tenho...”  “Mas o que tenho isto te dou”. Ou seja: O que você não tem? (prata e ouro, ou a fé, mola propulsora para a operação de milagres, e a santidade, fator preponderante para o reconhecimento da autoridade eclesiástica?), e o que você tem? (o poder que emana da fé, ou uma vida infrutífera, incapaz de gerar qualquer milagre autêntico?). Pois, é, a unção que produz milagres, é a mesma que nos capacita a dizer como o apóstolo Paulo: “Já não vivo eu, Cristo vive em mim” (Gl 2.20).

Por Leila Castanha

Observação: Este texto pode ser, posteriormente, acrescentado (caso haja mais conteúdo que caiba no tema). Os acréscimos poderão ser efetuados no começo, no meio ou no final do texto. Releia, até a véspera do dia da lição (23/08) para verificar se houve novidades.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

BÍBLIA ONLINE PARA CRIANÇAS

As crianças precisam conhecer a Palavra de Deus, isso é fato! No entanto, precisam, também, que haja uma linguagem apropriada para que elas compreendam os textos bíblicos. Para resolver este problema surgiram as Bíblias para as Crianças, com desenhos e linguagem simples. Leia para o seu filho (a), ou se já for grandinho (a)  indique-lhe a leitura, pois nossas crianças também precisam se alimentar da Palavra de Deus. E você, professor(a) da EBD Infantil, pode indicar a leitura desta Bíblia como lição de casa. É uma boa ideia!



Você pode imprimir histórias para contar e  desenhos para auxiliarem na compreensão das crianças a respeito das histórias bíblicas. Clique no link abaixo e sirva-se de muito material para suas aulas.




A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA NO MUNDO CRISTÃO.


extraído de: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?

A palavra Filosofia é composta de duas outras palavras de origem grega: Filos, que significa amor, amizade, e Sofia, que traduzimos como sabedoria ou conhecimento. É a Pitágoras de Samos (571 a.C. – 496 a.C.) que se atribui a invenção da palavra. Este, quando solicitado por um rei, a demonstrar seu saber, disse-lhe que não era sábio, mas filósofo, ou seja, amigo da sabedoria. 
Ainda na Grécia Antiga, e tentando definir melhor o sentido da Filosofia, Platão (428 a.C. – 347 a.C.) mostra que o amor (Filos) é carência, desejo de algo que não se tem. Logo, a Filosofia é carência, mas também recursos para buscar o que se precisa, e o filósofo não é aquele que possui o saber, mas sim quem busca conhecer continuamente.
Já no período Medieval, a Filosofia tornou-se investigação racional posta a serviço da fé. Isso porque com o advento do cristianismo e sua adoção pelo Império Romano, bem como com o surgimento da Igreja Católica, desenvolveu-se um modelo de saber em que a razão discursiva justificaria a compreensão dos textos sagrados.
No período Clássico (Renascença e Modernidade), a Filosofia se confundiu com o estudo da sabedoria entendida como um perfeito conhecimento de tudo o que o homem pode saber para conduzir sua vida (moral), para conservar sua saúde (medicina) e criar todas as artes (mecânica). Hoje, no período que chamamos de contemporâneo ou pós-moderno, a Filosofia recebe várias acepções, dentre as quais estão:
- Uma correspondência do ser na linguagem;
- Análise crítica dos métodos utilizado nas ciências;
- Instrumento de crítica às formas dominantes de poder, bem como da tomada de conscientização do homem inserido no mundo do trabalho.
Vista dessa maneira, a Filosofia não pode ser confundida nem com o mito, nem com a ciência. Isso porque ao mesmo tempo em que exige análise, crítica, clareza, rigor, objetividade (como a ciência) percebe-se que os discursos em busca do conhecimento do todo são construídos na história segundo modelos de racionalidade que vão sendo revisados e substituídos com o tempo (o que a aproxima do mito). Ela permanece numa busca constante da sabedoria.

Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU
Mestrando em filosofia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

(Texto extraído de: http://www.brasilescola.com/filosofia/a-filosofia-grega.htm).  


DUVIDAR É PRECISO: SÓ SEI QUE NADA SEI!"



Millôr Fernandes, arguto inquiridor das aparentes obviedades, tem frase que nos provoca a reflexão: “Se você não tem dúvidas é porque está mal-informado”.
O impacto da frase vem da nossa percepção usual (muitas vezes equivocada) de que a presença da dúvida é caminho para a ignorância; quando, especialmente em Ciências, é quando ela se apresenta que começamos a abandonar o desconhecido.
Cautela com gente que não tem dúvidas! Gente assim não inova, não avança, não cria; só repete e redunda. Claro que não podemos ser alguém que só tem dúvidas, pois se assim for qualquer ação e intervenção fica impossibilitada; no entanto, não ter algumas delas em alguns momentos é sinal de tolice e reducionismo mental.
A ciência só renova quando seus praticantes são capazes de colocar sob suspeita algumas das certezas às quais não expomos. Será que isto é assim mesmo? Será que não há outro modo de fazer? Será que isto não resulta mais de hábito do que de verdade? Será que aceito o argumento pela autoridade que o proclama em vez de buscar os fundamentos da veracidade do proclamador? Será?
Os “serás”, quando metódicos e  sistemáticos, ajudam-nos a dar vigor às certezas e conhecimentos que nossas teorias e práticas devem ter; em todas as situações nas quais não admitimos a presença de indagações e questionamentos, aproximamo-nos do dogmatismo, e este sempre foi o principal veículo de degradação do saber científico.
Um pessoa inteligente, com humildade e sabedoria, é aquela que consolida as certezas do que deve fazer a partir da capacidade de não supor que estas são imutáveis e invulneráveis. Afinal, sabemos, a melhor maneira de ficar vulnerável é pensar-se como invulnerável...
Em 399 a.C., em Atenas, Sócrates foi condenado ao suicídio, acusado de desprezo aos deuses do Estado; sua defesa frente ao tribunal, registrada por Platão no diálogo Apologia de Sócrates, inclui, logo no início, uma profunda reflexão sobre a sabedoria humana.
Como alguns amigos afirmavam que o oráculo de Delfos houvera dito que Sócrates era o mais sábio dos homens – e isso compôs parte da acusação -, o filósofo rebate a soberba de um adversário dizendo que “Aquele homem acredita saber alguma coisa sem sabê-la, enquanto eu, como não sei nada, também estou certo de não saber”.
A ideia é bastante inteligente e complexa e, mesmo resumido no clássico: “Só sei que nada sei”, permanece demonstrando sabedoria. É evidente que Sócrates não está afirmando que nada sabia no sentido literal, mas, isso sim, que nada sabia por completo, exceto o conhecimento que tinha sobre as suas próprias ignorâncias.
Poderíamos chamar esta postura – saber que não se sabe tudo, o tempo todo, de todos os modos – de “sábia ignorância”, ou, como denominada em obra de Nicolau de Cusa no século XV (antecipando a dúvida metódica de Descartes), a douta ignorância.
Ainda vale! A consciência dos nossos desconhecimentos e, portanto, a procura incessante por uma formação continuada, não é só sinal de necessária humildade; é, antes de tudo, poderoso antídoto às eventuais arrogâncias que vitimam mais os seus praticantes do que certos algozes involuntários.
Um poço de ignorância? Precisamos, vez ou outra, entender a máxima popular, e citá-la de novo: “Quando estiver no fundo do poço, a primeira coisa a fazer para sair dele é parar de cavar”.
Saber e admitir que não sabe interrompe a escavação...



Mário Sérgio Cortella.

(Extraído do livro Não se desespere! – provocações filosóficas).


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

LIÇÃO Nº 7 - 3º TRIMESTRE DE 2015




COMENTÁRIO ADICIONAL



O MILAGRE DA PORTA FORMOSA

1A hora nona: No calendário judeu o dia é dividido em 12 horas (Jo 11.9), sendo a parte do dia dividida da seguinte maneira: Primeira hora iniciava-se no levantar do sol; Terceira hora iniciava-se as 9 horas; Sexta hora iniciava-se ao meio-dia e Nona hora era a partir das 3 horas da tarde.

Quem era Pedro e João? (At 2.42-47). Dois apóstolos de Cristo, que após sua ascensão pertenciam a uma igreja sem placas, mas que perseverava na doutrina dos apóstolos, na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Partilhavam de tudo no templo e nas casas dos irmãos, com humildade. Estes crentes nada tinham de religiosidade, mas viviam um autêntico cristianismo: Eram, de fato, seguidores de Cristo. Como seguidores, imitavam o seu Mestre. Em João 9.1-7 temos o registro do episódio de um cego de nascença o qual Jesus curara, no entanto, antes de realizar esse milagre Cristo ensinou aos seus discípulos: “Enquanto estou no mundo sou a luz do mundo.” (v.5), e em seguida curou o cego. Estes crentes procuravam brilhar como luzeiros que indicavam o Caminho para Deus, que era Jesus Cristo. E essa lição deve ser aprendida por nós, cristãos hodiernos, que ainda estamos no mundo, e nele devemos ser a luz a iluminar as trevas onde jaz o pecador, a beira do abismo.

Cristo os exortou a ser a luz do mundo: Jo 8.12;  Mt 5.14; Jo 15.14. Aqueles crentes haviam entendido que ser cristão é seguir (imitar) a Cristo. Jesus nunca se mostrou indiferente aos sofrimento de alguém, fosse por doença, perdas ou preconceitos. Ex. A viúva de Naim; Marta e Maria na morte de Lázaro; A mulher que derramou perfume nos seus pés; A samaritana; os publicanos; a Zaqueu e o demais publicanos; ao ladrão da cruz, etc. A Igreja de Cristo, tem por missão amparar os rejeitados (Tg. 1.27;Jo 6.26; 7. 24).

Não se pode esconder a luz: Em Mt 5.14-16 Jesus chama a atenção dos seus discípulos dizendo-lhes que não há sentido acender-se uma lâmpada e escondê-la (v.15). A luz só tem utilidade onde há treva, pois em um lugar claro não há necessidade dela. Quando ficamos querendo brilhar somente dentro da igreja, entre os irmãos não estamos sendo úteis, Jesus nos chamou para iluminar o mundo que está sob as trevas do pecado.

Exemplo prático: Certa ocasião eu estava em uma igreja e, após o término do culto, alguns irmãos manifestaram ao pastor seu desejo de evangelizar e visitar alguns irmãos em suas casas, juntamente com ele. O pastor então lhes respondeu: “Não posso porque quando não há culto em nossa igreja eu visito outras”. 
Esse servo de Deus não compreendeu ainda a importância de sua missão. Assim como o general Patton (EUA), que, segundo a história, lutou na segunda guerra , mas em um determinado tempo ele passou a amar a guerra pela guerra. Do mesmo modo, há muitos cristãos que amam a obra pela obra, mas não compreendem qual é o objetivo dela: Amam pregar, orar, cantar, jejuar, mas não amam a misericórdia, conforme exorta Miquéias (6.8). Não se preocupam com os necessitados (Tg 1.27), e não se importa com os perdidos (Lc 9.10).
A Igreja tem que ser o pronto-socorro de Deus. Tem que ter sempre médicos e enfermeiros a postos, pronto para aliviar as dores, e curar as feridas, físicas e emocionais, porque se não fizermos os bares e os becos de drogas tomarão o nosso lugar, com suas esmolas, que todos os dias, os desiludidos irão buscar. E mais do que isso, ainda tem que ter socorristas externos, a exemplo dos paramédicos que vão até as vítimas, quando estas correm perigo, podendo não ter tempo de chegar ao hospital com vida, ou em condições razoáveis para continuar o atendimento hospitalar.
A porta chamada Formosa: Em Jerusalém havia várias portas, segundo lemos em Neemias 3, que fala de doze. No templo que Pedro e João estavam indo para orar, havia uma porta chamada Formosa. Ela tinha cerca de 25 metros de altura e era coberta de ouro e de prata.  Essa porta levava a outra que dava acesso ao pátio das mulheres no templo de Salomão, e  por meio dela adentrava-se ao pátio do Santuário, e posteriormente, ao lugar santíssimo, onde somente o sumo sacerdote podia entrar.
Só os cristãos podem fazer o seu trabalho: Pedro e João estavam indo ao templo e depararam-se com esse mendigo, que era coxo de nascença, e todos os dias alguém o levava para mendigar naquele local. Ele contava com a ajuda de amigos, mas o máximo que aqueles podiam fazer era levá-los a porta (perto da bênção), porque só os servos de Deus podiam lhe dar uma nova chance de vida, pelo poder do nome de Jesus. Ele só entrou no templo junto com Pedro e João. Quantas pessoas que fazem excelentes e belos trabalhos de caridade, mas não conseguem encher o coração dos seus beneficiados de alegria e de paz. Trazer as pessoas para dentro da bênção é trabalho da Igreja.
Aquela porta era um local estratégico para se levar um mendigo porque para os judeus ortodoxos dar esmolas era um ato que lhes rendia prestígio.  Todos os dias o coxo via religiosos entrando e saindo, alguns lhe davam uma esmola e iam embora, no entanto, apesar das esmolas lhe ajudarem não resolvia o seu problema, pois sendo coxo, o seu destino era mendigar para sempre.
Mas, quando Pedro e João subiram as escadas do templo eles perceberam que aquele homem precisava de algo mais: Aquele coxo precisava ser liberto daquela prisão a que estava condenado. Ele precisava não de uma ou de mil moedas, mais de uma mudança radical de vida. Assim como Cristo, que repreendeu a multidão que ia atrás dele só para comer, os dois discípulos tinham consciência que se aquele coxo recebesse esmolas somente, mas não tivesse a ação sobrenatural do Espírito em sua vida, da mesma maneira que quem come o pão material,  depois torna a ter fome, dia após dia, aquele homem iria voltar à sua miséria. Então “Pedro, com João, fitando os olhos nele disse: Olha para nós.” O homem esperava que fosse ganhar alguma coisa, afinal eles iam para o templo, eram religiosos. E Pedro continuou: “Não tenho prata nem ouro (bens materiais), mas o que tenho (bens espirituais), isto te dou: Em nome de Jesus Cristo, levanta e anda” – At 3.4-6).
Pedro e João precisavam crer no que faziam – Mc 16.17 “Estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome (...) curarão os enfermos (...)”. Pedro, no início de sua fé era um crente vacilante: Sua fé oscilava o tempo todo. No episódio em que ele pede a Jesus para andar sobre o mar, ao sentir o vento forte (formando ondas sob os seus pés), ele teve medo e começou a afundar. Ao gritar por socorro, Jesus o salvou e disse-lhe: “Porque duvidastes? Homem de pequena fé” (Mt 14.25-31). Em outra ocasião ele promete que se fosse preciso ele seria preso ou até morreria com Cristo, no entanto, ele estava disposto a matar os soldados que foram prender Jesus, mas não a morrer com ele. Marcos narra (15.53,54) que Pedro o seguia de longe, e no pátio do lugar onde Jesus estava Pedro sentou-se quietinho, mas alguns o reconheceram (pois ele vivia o tempo todo ao lado de Jesus), e sua reação, diferente do que dissera antes, foi negá-lo. Ao lembrar-se da previsão de Cristo sobre a sua inconstância (três vezes você me negará), Pedro chorou.
A verdade era que Pedro amava a Cristo, mas não era convertido (Lc 22.32). Converter é mudar, e Pedro tinha de mudar a sua maneira de pensar e agir. A valentia do crente é diferente da do mundo, “porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim contra as os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.(Ef. 6.12). O mundo tem coragem de dar o troco, o crente tem que ter coragem para dar o outro lado e perdoar. O mundo tem coragem de reagir à afronta, o crente tem que ter coragem para ser manso diante das injustiças. Pedro era coragem, mas nos termos do mundo, no entanto, após ser cheio do Espírito Santo sua ousadia foi direcionada para o mundo espiritual: Exatamente o que Jesus queria que ele entendesse, ao dizer: ”Quando te converteres...”.
O coração de Pedro e João não estava nas coisas daqui, diferente do que temos observado em nossos dias, como há igrejas que se enchem devido a promessas de conquistas materiais: carro, casa, casamento e muito dinheiro no banco. No entanto, Jesus exortou aos seus discípulos que buscassem primeiro o Reino de Deus, e tudo o que precisassem lhes seria providenciado. Em seguida, concluiu: “Porque onde estiver o vosso tesouro ali estará o vosso coração”.
O Evangelho de Cristo não é de ajuntamento de tesouros terrenos, mas é baseado na coragem de renunciar o que vemos e compreendemos no nosso mundinho, em troca de algo que o olho não viu, e nunca subiu ao coração do homem (Lc 14.33; 1 o 2.9). Devemos renunciar não só a matéria (coisas visíveis), mas também o nosso modo de ver o mundo e as pessoas, porque Jesus deixou claro: “O meu Reino não é deste mundo”. (´Jo 18.36). Temos que ver pela fé, como Moisés que cria na promessa de Deus de que libertaria o povo de Israel “como quem via o invisível” (Hb. 11.27).
.O crente tem que fazer a diferença: Imagine se Ester não fizesse nada pelo seu povo porque temia ser morta ao ousar falar com o rei sem ser chamada? Os judeus estariam extintos. Foi a fé, que levou àquela mulher a ter ousadia, e deu-lhe coragem para utilizar-se da oportunidade de ter acesso ao rei, ainda que fosse a única coisa que fizesse em sua vida – Ester capítulos 4 e 5. Também foi a fé aprendida em sua terra natal, que fez a garotinha judia que fora levada como escrava para a Síria, e ali servia à mulher do general Naamã, falar que em Israel havia um profeta de Deus chamado Eliseu, e que se seu senhor fosse até ele seria curado de sua lepra.  Apesar de Naamã ser poderoso em sua terra, a fé da menina lhe deu ousadia de testemunhar do poder do Deus de Israel. Pense em Neemias com medo de Sambalate e Tobias, recuando na construção do muro, mas, ao contrário disso, ele pediu força a Deus e não parou até concluir a obra.  
O coxo olhou para eles esperando receber alguma coisa, talvez porque, sendo eles religiosos, era correto ajudar. O que nós temos para oferecer para o mundo? Só palavras bonitas e frases feitas? Tiago diz que a fé sem as obras é morta, por isso de nada adianta dizer a quem passa fome ou frio: “Vai em paz”, sem antes alimentá-lo e agasalhá-lo (Tg 2. 14-17). Jesus, nunca deixou ninguém sair de seus sermões com fome (Mt 14.13-21). Somos a religião do lero-lero, a igreja das teorias, mas a prática, que autentica a fé, nos tem faltado!
Exemplo prático: Um jovem de determinada igreja saiu pelas ruas, convidando os transeuntes (especialmente jovens) a irem assistir a uns cultos em sua igreja. Ele dizia-lhes que em um determinado dia era culto para quem queria milagres, em outro, o culto era a favor de prosperidade financeira, e em outro dia era para comunhão (haveria uma baladinha na igreja e, por isso,  podia-se fazer amigos). Mas, em nenhum momento apresentou o dia para quem queria, simplesmente, encontrar a Jesus. O tempo todo foi apresentado trabalhos que visavam as necessidades materiais do homem, mas se esqueceram do principal: Nossa necessidade de salvação, isto é,  de comunhão com Deus, só Cristo preenche.

Exemplo prático: Em certa ocasião, congreguei em uma igreja na qual não estava mais comportando o número de pessoas no trabalho de Escola Dominical. Então pedi ao pastor para ver se conseguíamos permissão para levar nossas classes para uma escola pública que ficava próxima à igreja. Ficamos lá por, mais ou menos, dois meses, e comecei a ouvir reclamações de alguns obreiros dizendo que não era um bom lugar para pessoas de família cristã frequentar, por ser um lugar onde havia muita gente não crente (inclusive alguns usuários de drogas), que, aliás, apoiavam muito o trabalho e, alguns deles, inclusive, manifestaram o desejo de assistir aos ensinamentos conosco. Argumentei com tais pessoas sobre a ordem de Jesus que determinava que seus discípulos fossem fazer discípulos e fossem pregar o Evangelho. Tentei explicar-lhes que não se pesca em aquário, mas para pescar tem que ir aonde tem peixes. Lembrei-lhes que Jesus ensinou que o campo é o mundo, e não o interior de um templo. O templo é o nosso quartel general, onde os soldados de Cristo se preparam, revestindo-se das armaduras sagradas e organizando-se como exército, esquematizando, sob a direção do Espírito, nossa tática de ataque. A Igreja é lugar de nos preparar, como Igreja, e levar os refugiados dessa guerra contra o Inimigo.
O pastor argentino, Juan Carlos Ortiz, ironiza tais óticas anticristãs dizendo  que, ao invés de cantarmos: “Vem já, vem já, alma cansada vem já”, devíamos cantar: “Vão já, vão já, ó assentados vão já!”. Porque a ordem de Cristo é “Ide”.

Cristianismo é uma religião de prática- Jesus repreendeu os fariseus de seu tempo dizendo-lhes que eles eram cuidadosos em cumprir rituais internos, mas se esqueciam da verdadeira missão, que consistia em amar o próximo, pois davam o dízimo de tudo, mas não ajudavam os necessitados, quando deviam fazer isto, sem desprezar aquilo (Mt 23.23).
Talvez queremos Deus como nosso gênio da lâmpada: Ele deve ser tudo para nós, mas não tudo em nós. É por isso que o citado pastor comenta, em seu livro, que muitos pastores, durante o culto, fazem tudo pensando no povo: Cantam em pé, depois sentados, alternam o culto com testemunhos, depois oração, etc , para não cansar o povo. Nossa visão está limitada ao terreno, pois onde o Espírito Santo está todos ficam presos e fascinados pela sua presença, e nem sentem a hora passar.
É por causa de nossa falta de vivência cristã que nossas igrejas se enchem com a mesma rapidez com que esvaziam: Buscamos auditório, enquanto as pessoas que adentram o templo buscam uma família. Sem amor, não há cristianismo, veja a ordem de Cristo aos discípulos (Jo 15.17).

Precisamos de crentes convertidos: Pedro amava a Jesus e estava nele, no entanto, não podia dizer como o apóstolo Paulo: “Cristo vive em mim” (Gl 2.20), porque isso só acontece quando nós estamos crucificados com Ele. Precisamos estar em Cristo, e Cristo em nós  (Jo 15.4,5).

O materialismo tem tomado o coração dos cristãos: Conta-se que, certa vez o papa mostrou a Tomás de Aquino a igreja toda coberta em ouro, e luxuosamente adornada, e disse-lhe: “Olhe isso, Tomás! Hoje não podemos dizer como Pedro: Não temos prata, nem ouro.”. Em seguida, enquanto olhava para aquele luxo, Tomás de Aquino respondeu-lhe: É verdade, mas também não podemos mais dizer: “Em nome de Jesus, levanta e anda.”

2Em nome de Jesus, foi a expressão usada por Pedro ao ordenar o milagre. Pela autoridade do nome de Cristo, o homem foi restaurado, mas como nunca havia andado, Pedro o ajudou a ficar de pé. Diferente de muitos cristãos atuais que acham que o novo convertido tem que se virar sozinho. É por isso que perdemos tanta gente, pois assim como um bebê não tem condições de se manter sozinho, um novo convertido é um bebê na fé, e vai precisar que a Igreja lhe sustente, primeiro, com o leite espiritual, e aos pouco, vai lhe engrossando a comida, levando-o a conhecer realidades mais profundas e sérias (1 C0 3.1). Não basta pronunciar o nome de Jesus como um mantra (At 19.15).

Deus só usa os humildes: Mt 11.28-30; Sl 51.17. Pedro e João não quiseram receber a glória que pertencia a Deus, pois o mesmo Pedro, que junto com João disse ao coxo, “Olhe para nós”,  ao ver o povo fascinado olhando para eles, repreendeu-lhes, dizendo: “Por que  estais olhando para nós, como se de nossa própria virtude houvéssemos feito isso?” Em seguida começou a apontar a Jesus como o autor do milagre – At 3.4,11,12. Não podemos receber a glória de Deus (Is 42.8; Sl 62.11).

A pergunta que fica é: O que temos para dar? A nós mesmos e nossos projetos cheios de intelectualidade, experiência e capacidade, ou o poder de Deus, como resultado de uma vida primada na doutrina sem adulteração, na comunhão com os irmãos, no partir do pão, e na oração?  Se trocarmos de Deus, isto é, assim como os israelitas no tempo do rei Saul, que escolheram um governante humano, ao invés do Deus do Impossível, porque não o viam, não veremos mais milagres, pois embora sirvamos a um Deus que se esconde (Is 45.15), Ele trabalha em favor dos seus, e realizar milagres é coisa que só Deus pode fazer (Jo 14.11).

  Por Leila Castanha


1Para entender melhor o calendário judeu consulte este site:

2Observação: Para ver o que significa a expressão “em nome de Jesus”,  leia o texto sobre esse assunto clicando no link (a), e para ver o poder do sangue de Jesus (para entender melhor a diferença) clique no link (b), a seguir:
 a) O poder do nome de Jesus 
 b) O poder do sangue de Jesus